O MUSEU NACIONAL GRÃO VASCO NO CENTRO CULTURAL DE CASCAIS ATÉ 19 DE JUNHO

O Museu Nacional Grão Vasco:Pintura e Escultura dos séculos XVI e XVII, das coleções do Museu.

Inaugurou a 19 de Março e termina a 19 de Junho

Grande mostra de pintura e escultura dos séculos XVI e XVII, com merecido destaque para algumas pinturas do MNGV provenientes da região de Viseu, agregando um grande número de obras de arte (pintura e escultura) pertencentes ao seu acervo.
Sendo marcas da memória do próprio museu, esta exposição permite concretizar um relevante objetivo estratégico – tornar visível uma seleção de obras provenientes das reservas do Museu Nacional Grão Vasco que, por razões de opção de discurso museológico, a que não é alheia a manifesta exiguidade de espaço, se não encontram expostas permanentemente ao público, na casa mãe. Exerce-se, assim, um papel primordial de divulgação de uma parte do acervo menos conhecido, através da disponibilização destas obras, e das respetivas informações identitárias, ajudando a perceber e a descodificar as mensagens simbólicas que também transportam intrinsecamente.

grao vasco

 Simão Rodrigues (act. 1560- 1629) – A Virgem com o Menino e São João Baptista, Óleo sobre tela

Desde a sua fundação, em 1916, que o museu foi acumulando obras de arte para que a sociedade as possa usufruir. As inúmeras incorporações e as novas tendências museográficas, aliadas à falta substantiva de espaços disponíveis, obrigaram a que as obras expostas fossem sendo selecionadas, umas, e colocadas em reserva, outras. A título de mera ilustração, encontram-se atualmente em reserva, no Museu Nacional Grão Vasco, cerca de 60% das obras de pintura.

Estas novas dinâmicas museológicas, com reflexos primários na componente museográfica, foram levantando questões relativamente às reservas do museu, já não consideradas como reservas convencionais, por serem locais visitáveis, ainda que apenas para um público especializado e assim inscritas no conceito de reserva consultável. Grande parte da arte em reserva do museu é parte substantiva das nossas “coleções de estudo”, com enorme valor para a pesquisa no campo do conhecimento histórico e artístico nacional. Por isto mesmo estas obras integram-se plenamente nas preocupações gerais de natureza técnica, científica e de divulgação do museu.

As reservas do museu são o seu coração; um segundo museu que parece invisível aos olhos da maioria dos nossos visitantes; um espólio de ampla diversidade tipológica, que está inventariado e é monitorizado para controle permanente do seu estado de conservação. As inquietações em torno da problemática da conservação e preservação deste espólio obrigaram mesmo à busca de uma solução que assegurasse as condições ambientais e as infraestruturas mais adequadas ao seu correto acondicionamento, garantias estas que o projeto de remodelação do MNGV em 2004, da autoria de Souto Moura, assegurou.

É este museu invisível ao público em geral (mas de fácil acesso aos investigadores, sobretudo especialistas de história de arte), que se apresenta agora um núcleo significativo de obras imperdíveis, para serem desfrutadas por todos, no Centro Cultural de Cascais, até 19 de junho de 2016.

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