CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – O QUE ESCONDEM AS REVELAÇÕES DOS PAPÉIS DO PANAMÁ? – por Mário de Oliveira

quotidiano1

Desengane-se quem ainda pensa que as revelações a conta-gotas feitas por jornalistas a partir duma overdose de Papéis do Panamá são um rude golpe no inabalável poder financeiro global. Admiti-lo é o cúmulo da ingenuidade política. No universo do poder financeiro global, nada acontece de relevante que não tenha a mãozinha dele. Ignoramos que ele é muito mais omnipotente, omnisciente, omnipresente do que o deus da Bíblia-Alcorão? Que, à beira dele, o deus da Bíblia-Alcorão é um tigre de papel, criado para entreter-adormecer-alienar-infantilizar multidões possessas de ancestrais medos, por isso, politicamente desmotivadas, numa desesperada luta pela própria sobrevivência e a dos seus filhos? Ignoramos que os grandes media do mundo são propriedade do poder financeiro global e que os seus jornalistas estão ao serviço dele e dos seus interesses? Alguma vez, se lhes permite dar tiros nos próprios pés? Não são todos abatidos na hora? Continuamos a não ter em conta a martirial revelação de Jesus Nazaré (cf. João 10) de que o poder financeiro está aí só para roubar, matar, destruir tudo e todos quantos não cooperarem com ele? Quem paga aos jornalistas que, há mais de um ano, têm estado a trabalhar, em sigilo, os Papéis do Panamá? Uma máquina informativa desta envergadura pode existir em autogestão? Não tem por trás o poder financeiro global, empenhado em derrubar impérios semelhantes a ele que ideologicamente lhe resistem e são um estorvo às suas ambições de poder monárquico absoluto, à escala global? Somos tão politicamente ingénuos e cegos, que aceitamos que um jornal como o Expresso trabalhe para derrubar o universo do poder financeiro global? Não é, uma vez mais, a UE, o Ocidente judeo-cristão financeiro, a sua Nato, o seu império USA-alemão e o Vaticano, que saem a ganhar com esta mega-batalha informativa, muito mais assassina das mentes-consciências dos povos do que as bombas que, entretanto, continuam a despejar sobre a Síria e outras zonas do planeta? Não urge desviar as nossas atenções do genocídio dos refugiados que, aos milhares, vêm desaguar em Lesbos, onde o papa vai brevemente encenar mais uma dramatização e lançar hipócritas apelos à misericórdia? De que valem leis e mais leis anti-corrupção, se recusamos decapitar o grande Capital nas nossas próprias mentes-consciências e nas das novas gerações?

8 Abril 2016

P.S.

A este respeito, não deixem de ler-debater o meu mais recente Livro, 14 CARTAS AO PAPA, Seda Publicações, Março 2016

https://www.youtube.com/watch?v=vfh9g6YgzlY

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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