NOTA DA SEMANA – 3 a 9 de ABRIL de 2016 – por João Machado

revista-semana

A Revista da Semana ainda não voltou, porque o argonauta Luís Rocha continua impedido. Daqui enviamos-lhe um abraço, e desejamos-lhe, a ele e a toda a família, uma saúde melhor e todo o bem-estar possível. Esperamos que ele volte depressa. Entretanto apresentamos-vos uma nota sobre a semana que findou. Não foi das que deixam saudades, como aliás ultimamente tem sido habitual. Mas procuremos descobrir uma luzinha ao fundo do túnel…

O “encerramento” terá sido a demissão do ministro da cultura. João Soares pareceu a princípio não ter percebido a gravidade dos disparates que cometeu, mas lá se convenceu. Ou convenceram-no. Ao substituto, Luís Filipe de Castro Mendes, poeta e diplomata, desejam-se felicidades e meios para trabalhar. Entretanto, também ao cair do pano (da semana…) anunciou-se que a engenheira Isabel dos Santos chegou a acordo com o Caixabank para sair do BPI. Ao que parece, o banco catalão vai ter de lançar em breve uma OPA sobre o BPI. Não há sossego nos bancos portugueses… cada vez menos portugueses.

O agravamento do drama dos refugiados e o recuo do Daesh no terreno (vamos a ver o que se segue) são notícias a ter em conta no Próximo e Médio Oriente. Os processos de escolha dos candidatos às eleições presidenciais norte-americanas continuam com Donald Trump e Hillary Clinton à cabeça. Parece que as próximas duas semanas vão ser decisivas. No Brasil, os partidários do impeachment apertam o cerco sobre Dilma Rousseff, obviamente para pressionar a votação que vai decorrer no parlamento na próxima sexta-feira (ver o segundo e o terceiro links abaixo).

O caso dos papéis do Panamá foi talvez o mais badalado da semana. No início parecia que Putin era o alvo principal das revelações, mas o desenrolar da meada parece apontar para outras direcções, como no caso de David Cameron. Há quem pergunte porque não aparecem norte-americanos nos nomes já revelados, mas entretanto Manuel Vilarinho, um dos portugueses referidos como cliente da Mossack Fonseca (é assim que se escreve?) tinha a sua offshore nos Estados Unidos. Vamos a ver onde isto vai dar. Ah, e também aparece o Espírito Santo. Esse mesmo…

 

https://blogdaboitempo.com.br/2016/04/08/michael-lowy-nao-ha-contradicao-em-defender-a-democracia-e-combater-as-politicas-neoliberais-do-governo/

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pf-agora-se-aproxima-do-nucleo-de-dilma-rousseff,10000025753

http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/dilma_rousseff_mais_perto_da_destituicao.html

 

2 Comments

  1. A acrescentar, só a insólita presença de Mario Draghi no Conselho de Estado portuguêe, onde parece que elogiou o governo anterior, pelas medidas de austeridade que entende devem ser seguidas pelo governo actual. É um total desrespeito pela nossa soberania e uma ameaça explicita a procedimentos que não sejam os da continuidade da politica do governo anterior. Bem haja pela tua publicacao.

  2. A acrescentar, so a insólita presença de Mario Draghi no conselho de Estado portugues, onde elogiou o governo anterior, como uma ameaça explicita ao governo em exercicio, para a continuidade da politica anterior senao…. . Para ti joao um grande bem haja pelo teu apoio.

Leave a Reply