EDITORIAL – Em 14 de Maio de 1948, foi criado o Estado de Israel

 

Em 14 de Maio de 1948 nasceu o Estado de Israel em território roubado ao povo palestiniano.

Os primeiros povos a ocupar logo editorial a nossa Península foram os fenícios. Vieram depois os cartagineses, os lusitanos, entre outros. Sempre roubando os que chegavam o território aos que cá estavam. Dando um salto no tempo, vemos a Península romanizada desde 218 a..C. quando as tropas romanas desembarcaram no nordeste  para impedir novos ataques dos Cartagineses. O processo de romanização foi rápido a Leste e a Sul e  lento no interior, oeste e norte.  O império Romano ocidental durou até ao século V, até à invasão dos visigodos, expulsos pelos francos do seu território. Os germânicos não tiveram o mesmo sucesso que Roma. O sul  da Galiza e os territórios setentrionais de Portugal, ficaram sob domínio dos suevos qua coexistiram com os visigodos. Em 711 dá-se a invasão muçulmana por povos vindos do Norte de África. Tal como com os visigodos, não houve uma islamização completa da Península. As zonas a norte do rio Douro – os territórios setentrionais de Portugal, Galiza, Astúrias e a Catalunha não foram conquistadas pelos árabes e o período da Reconquista cristã começou no séc.VII. Com a invasão cristã em direcção a sul acabou o Reino de Granada. Começou a época cristã…

 Onde queremos chegar com esta súmula de invasões, conquistas e reconquistas?… Os muçulmanos, tendo razão em denunciar a injustiças da ocupação da Palestina e assistindo toda a Humanidade aos crimes israelitas, não devem esquecer que o único território que historicamente lhes pertence, é o da Arábia – todo o resto foi roubado sob o eufemismo de conquista. O Estado de Israel não se funda com base em direitos históricos, mas sim partindo de lendas que do ponto de vista científico valem tanto como a «Branca de Neve e os sete Anões»…Mas que

se torna mais repelente é a arrogância co que, invocando o seis milhões de mortos pelos nazis, os israelitas se sentem com direito a cometer todos os crimes – a Humanidade no seu conjunto nada deve aos judeus-A balela da «pátria judaica»  não tem qualquer consistência.

Quando Ben Gurion subiu à tribuna disse: Faço questão de frisar: não nos interessa morrer ou nos tornar mártires. Os judeus já tiveram o suficiente disso na sua longa história. Estamos preocupados com a vida, em fazer Israel florescer, em mostrar a toda a humanidade como se pode criar uma terra farta num pedaço de terra erma. Viemos para cá jubilosos e esperançosos, em devoção ao nosso povo, à nossa herança, à nossa antiquíssima vocação para contribuir para o bem-estar das pessoas. Onde houve judeus, a cultura floresceu, a humanidade prosperou.

Bonitas palavras. E verdadeiras – a cultura portuguesa muito deve aos cristãos-novos- O pior são os actos.

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