EDITORIAL – Em 9 de Junho de 1900, o Porto paga uma dívida a Lisboa ou o mito do Norte e do Sul

logo editorialEm 9 de Junho de 1900 (estava-se ainda no século XIX)  a Invicta pagou uma dívida a Lisboa. Em 1825, no dia 16  de Março, nasceu na Freguesia dos Mártires, Camilo Castelo Branco, que viria a ser um grande escritor do Norte e um dos maiores que Portugal teve. Pois, faz hoje 116 anos, o Porto pagou, servindo de berço a um dos maiores escritores portugueses do  século XX – José Gomes Ferreira, um escritor indiscutivelmente lisboeta. Camões, que amanhã se celebra, veio de família galega e não deixou por isso de ser o poeta português por antonomásia. Onde ficam então os tais piropos de «mouros» e «bimbos»? – no caixote do lixo das picardias estúpidas (mas que homens acusados de ser inteligentes –  sobretudo, figuras do mundo do futebol – usam como armas de arremesso).

O estudo da estrutura genética do povo português, veio com frieza científica destruir o calor de insultos baseados em mitos ancestrais, revelando uma muito débil diferenciação interna. A composição genética dos tripulantes da jangada de pedra, de base essencialmente continental europeia paleolítica, mantém uma grande estabilidade ao longo dos últimos quarenta milénios.

Assumindo dimensões dramáticas, o embuste da (inexistente) etnia judaica, que o professor Shlomo Sand, docente da Universidade de Telavive, tem provocado ao longo da História, crimes hediondos como o massacre de Lisboa, em 1506, e um Holocausto levado a cabo pelos tarados nazis; crime que por seu turno levou à questão da Palestina e aos crimes que os tarados sionistas se julgam no direito de cometer e cometem, apoiados por uma coisa chamada Pentágono, obra de tarados ianques, descendentes do lixo social que tarados britãnicos despejaram para que o seu reino ficasse mais limpo de larápios e prostitutas.

Nem o ADN minhoto difere do alentejano, nem o israelita se distingue do germânico. Tarados criminosos usam o mito étnico para liquidar a arrogante burguesia hebraica; tarados do futebol convencem tóxico-dependentes, pequenos traficantes e neonazis de pacotilha a assaltar e destruir áreas comerciais em território inimigo.

Camilo, um homem do Porto nascido em Lisboa e José Gomes Ferreira foi um lisboeta na acepção nobre do termo. Somos 15 ou 16 milhões, contando com os emigrantes. Porém, o ADN português ascende a números muito mais elevados, poi no Brasil grande parte da população tem ascendência portuguesa. Portanto, se como muitos brazucas dizem . «portugueis é burro» – temos a questão do Acordo Ortográfico resovida – zurramos.

 

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3 Comments

  1. Tão somente dispensaria o uso e abuso do termo “tarados”. É que o que está por detrás dos mesmos não são (apenas, nem principalmente) taras. Seria caso para se dizer que o povo alemão, mais o austríaco, mais boa parte do francês e outros povos europeus estavam bem tarados nos anos 30 e 40.

    1. E O Francisco Tavares acha demasiado ofensivo o termo «tarados» para qualificar fascistas, nazis, falangistas, corporativistas que, em nome de superioridades e deficiências genéticas, provocaram uma guerra onde morreram setenta milhõess de pessoas?

  2. Meu caro amigo, não é porque ache ofensivo. É que quando ouço os meus filhos dizer que “eram uns tarados”, eu digo-lhes que o Hitler, (e outros que tais) não estava sozinho, que não é apelidando-o de tarado que o assunto fica resolvido. Mais do que isso, eram um sistema, e um sistema que muitas pessoas (pelos vistos não taradas) apoiaram e que é a esses sistemas (com tudo o que envolvem, desde o político ao social), intolerantes, reacionários, repressivos, manipuladores, que há que compreender e conhecer para os identificarmos quando nos encaramos com eles e podermos combatê-los.

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