JARDIM DAS AMOREIRAS – FÁBRICA DE PASSAMANARIAS, UM MUSEU VIVO

No aniversário da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, esteve aberta ao público a fábrica de passamanarias do Jardim das Amoreiras. Uma preciosidade que fez ganhar o dia a quem por lá passou! Recebidos por um jovem empresário, que aposta na manutenção da fábrica, cheio de projectos, por uma ex-funcionária de 90 anos e por uma outra que para ali foi trabalhar aos 14 anos, demoravam-se a responder a todas as perguntas cheios de entusiasmos, durante todo o dia.

Do site da empresa (www.fss.com.pt) retirámos as seguintes informações.

A passamanaria é uma guarnição utilizada desde a Idade Média. Nessa altura chamava-se passement e este nome era dado a todas as espécies de cordão nos séculos XVI e XVII. Mais tarde, a palavra mudou para passamenteria esta descrevia todos os tipos de ornamentações onduladas. Agora, já com o nome de passamanaria, significa tira estreita de tecido, em geral com aspecto de seda (passames, galões,franjas, bordas, etc.), que é criada tecendo-se ou traçando-se fios.

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O Jardim das Amoreiras idealizado pelo Marquês de Pombal foi inaugurado em 1759. O Marquês de Pombal projectou 331 amoreiras para o local, onde se situava a fábrica das sedas, com o intuito de promover a indústria da seda portuguesa. Realizava-se neste local a Feira das Amoreiras.

O Jardim das Amoreiras, formalmente intitulado Jardim Marcelino Mesquita, é um jardim situado na Praça das Amoreiras, freguesia de Santo António, em Lisboa.

Com uma área de seis mil metros quadrados, o jardim é delimitado, em parte, pelo Aqueduto das Águas Livres e encontra-se sobre a Mãe d’Água, local de abastecimento histórico de água à cidade de Lisboa e actual Museu da Água.

Actualmente também delimitando parcialmente o jardim, encontram-se a Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, instalada na antiga fábrica das sedas hoje, Museu da seda.

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Mesmo na porta ao lado encontra-se a Francisco Soares da Silva, S.A., empresa fundada em 1840 com o seu negocio no fabrico e venda de passamanarias*, encontrando-se em funcionamento desde então, arriscando agora alegar, que é a mais antiga fábrica de Lisboa se não do pais em funcionamento.

Considerada por muitos, como um Museu vivo, a fábrica tem na sua essência o fabrico artesanal das mais variadas fitas e ornamentos.

O destaque vai para o fabrico de Fitas de condecoração oficial, usadas, por exemplo, nas condecorações da 1º guerra mundial, na condecoração dos Embaixadores, pelo nosso Exmo. Sr. Presidente da República e outras individualidades, assim como, Atletas e todo o universo das condecorações oficiais.

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