SINAIS DE FOGO – O SACHS É PORREIRO PÁ – por Soares Novais

sinais de fogo

Aquando da sua passagem relâmpago pelo cargo de primeiro-ministro, um baronetezito autárquico do Grande Porto convidou o dr. Barroso para a inauguração de um bairro social. E, para lhe dar graxa, baptizou-o com o seu nome. O dr. Durão não gostou nada e mal descerrou a placa despediu-se “à francesa”. Percebe-se: ele já então desejava ver o seu nome associado a outras gentes…

A fabulosa vida do ex-maoísta José Manuel é a prova-provada de que aquilo que realmente importa é saber escolher os “amigos” e apoiar os poderosos. Foi isso que o dr. Barroso sempre fez. Desde pequenino. Apesar do desvio maoísta que lhe serviu, tal qual acontece com outros artistas, para o apresentar como um bom filho que tornou à casa paterna…

Durante anos a fio, o dr. Durão foi presidente da Comissão Europeia. Ganhou barriga, engordou, mas o seu peso nunca contou para nada. A Alemanha impunha e impõe as decisões e o dr. Barroso, tal qual acontece agora com Juncker, assinava por baixo.

Tão triste e vil papel nunca o incomodou. Como também não o incomodou ser “barriga de aluguer” da cimeira que ditou a invasão do Iraque. Uma invasão assassina que George W. Bush levou à famosa cimeira dos Açores e onde teve a companhia de outros dois grandes artistas: Aznar, o então primeiro-ministro espanhol com bigodinho à motorista da “Carris”; e o agora arrependido Tony Blair. Durão foi premiado com a ascensão ao topo do Edifício Berlaymont – a emblemática sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Durante a sua presidência a Europa sofreu o embate da crise financeira mundial, assistiu à crise das dívidas soberanas, o euro afundou-se. A Alemanha de Merkel tomou as rédeas do poder na UE e o dr. Barroso foi o serviçal de serviço. Até ao fim do seu mandato.

Depois, tranquilamente, regressou a casa com um subsídio milionário de reintegração e uma reforma de muitos milhares de euros mensais que lhe garantem uma velhice tranquila.

Agora, ascende a presidente do Goldman Sachs e isso não lhe provoca nenhum sobressalto ético. Ele quer continuar a engordar…

A placa que descerrou a contra-gosto vai continuar no bairro social baptizado com o seu nome e a história colectiva registá-lo-á como um FdP  – filho de Portugal – que soube escolher os amigos que o guindariam ao topo do mundo.

Porreiro pá.

A tempo: Vou para longe e é bem provável que me cruze com o ex-doutor Relvas, que foi modesto secretário de Estado do governo liderado pelo dr. Barroso. Um governo recheado de outros grandes portugueses. Eis alguns: Paulo Portas, Luís Marques Mendes, António Martins da Cruz, Carlos Tavares, David Justino, Luís Filipe Pereira, Nuno Morais Sarmento, Celeste Cardona, José Luís Arnaut. Os “Sinais de Fogo” regressam a 14 de Agosto e até lá peço-lhes: continuem a resistir!

1 Comment

  1. Maria ​

    No dia 10 de julho de 2016 às 20:01, A Viagem dos Argonautas escreveu:

    > joaompmachado posted: ” Aquando da sua passagem relâmpago pelo cargo de > primeiro-ministro, um baronetezito autárquico do Grande Porto convidou o > dr. Barroso para a inauguração de um bairro social. E, para lhe dar graxa, > baptizou-o com o seu nome. O dr. Durão não gostou nada e m” >

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