A VIOLÊNCIA NÃO SE ANUNCIA por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Andamos cheios de calor a arrastar o corpo mole que sonha com um belo banho do mar, com uma boa praia, ou simplesmente ficar em casa no seu sossego, na sua tranquilidade, no seu silêncio com a sua família.

Mas acontece que desde quinta-feira na minha mente se instalaram as imagens do atentado de Nice…não se pode mostrar medo, é preciso enfrentar o terrorismo, a forma mais bárbara da violência, mas como?

A Violência não se anuncia, torna-se num segundo uma realidade!

A história da violência é intemporal, todas as sociedades se depararam com esta realidade e todas elas foram encontrando a justiça que melhor lhes conviesse.

Mudam-se os tempos, mudam-se as justiças, mas não se muda a necessidade do bem-estar, mas não se muda a vontade de alguns viverem contra outros.

Não se tem mudado a necessidade de matar aquele que é estranho, que não pensa, que não reza, que não se veste, que não educa como nós.

Não há pensamento mágico que resolva a violência.

Depois de um ataque terrorista reforça-se a segurança policial, ainda bem.

Que bom alguém, que não nós, vai tomar medidas para que a violência não se repita. Ficamos tranquilos. As forças de segurança nacionais e internacionais juntam-se na troca de informações, nas prisões dos terroristas, nas condenações judiciais.

Mas, não consta que em alguns Estados, dos Estados Unidos, não continue a haver quem mate e seja condenado com pena de morte ou prisão perpétua!

 Não são as condenações que param o terrorismo.

Será que vivemos todos no mesmo “tempo”? Será que todos temos o mesmo conceito de respeito mútuo entre os povos?

Serão os terroristas mais violentos do que nós, ou usam a violência de maneira diferente? Haverá condições sociais e culturais para mediar terroristas e não terroristas? O que faz matar?

Ninguém nasceu para ser terrorista, ninguém nasceu para ser vítima de ataques terroristas!

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Albert Einstein

One comment

  1. Maria de sa

    …..” Não são as condenações que param o terrorismo. Será que vivemos todos no mesmo “tempo”? Será que todos temos o mesmo conceito de respeito mútuo entre os povos? Serão os terroristas mais violentos do que nós, ou usam a violência de maneira diferente? Haverá condições sociais e culturais para mediar terroristas e não terroristas? O que faz matar? Ninguém nasceu para ser terrorista, ninguém nasceu para ser vítima de ataques terroristas! *Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito*.”

    *Excelente -subscrevo -Maria * Albert Einstein

    No dia 16 de julho de 2016 às 16:00, A Viagem dos Argonautas escreveu:

    > claracastilho posted: ” Andamos cheios de calor a arrastar o corpo mole > que sonha com um belo banho do mar, com uma boa praia, ou simplesmente > ficar em casa no seu sossego, na sua tranquilidade, no seu silêncio com a > sua família. Mas acontece que desde quinta-feira na minha m” >

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