

No passado dia 12 de Julho, durante uma visita a Inglaterra, estava planeado sairmos de Plymouth (Foz do Rio Ply) -de onde partiu o «Mayflower» para o Novo Mundo- logo após o pequeno-almoço, com destino a Bristol, com uma primeira paragem em Dartmouth (Foz do Rio Dart), onde, desde 1905, se encontra a Academia da Marinha Britânica.
Dartmouth é uma cidade do sul do Condado de Devon, de onde partiram as duas primeiras Cruzadas (anos de 1147 e de 1190), tendo sido duas vezes saqueada durante a Guerra dos Cem Anos.
Quando estávamos a 7 milhas da cidade, as indicações diziam-nos que devíamos virar à esquerda, mas, surpreendentemente por não termos dado conta de qualquer aviso anterior, verificámos que a estrada estava cortada, naturalmente para aproveitar o tempo de Verão para as obras de conservação, tendo em conta que tal conservação só pode acontecer a partir da Primavera e até aos primeiros dias do Outono, devido às más condições climatéricas nos restantes períodos do ano. A contragosto, lá tivemos de virar à direita, o que nos obrigava a percorrer bastantes mais milhas, mas com a agradável passagem por uma pequena cidade: Kingsbridge (imagens abaixo), na qual fizemos uma paragem para responder às exigências do organismo –não, não é de comida que se trata!- e onde pudemos circular por uma pequena feira de artesanato e de outros produtos da terra, além de uma feira de livros e discos, em parte em segunda mão. Por falar em livros, a cidade poderá fazer-nos recordar Ken Follett e as suas Kingsbridge series: «The Pillars of the Earth» (1989) e «World Without End» (2007)
O prazer que esta inesperada visita a Kingsbridge nos trouxe não fazia adivinhar o que nos esperava.
Retomámos o caminho para Dartmouth e, poucos quilómetros andados, entrámos numa longa fila de viaturas, camiões, autocarros e automóveis de todo o tipo, que nos retardavam a marcha para o nosso destino. Passada uma hora e a pouco mais de uma dezena de quilómetros de Kingsbridge, foi decidido voltar para trás e esquecer a visita a Dartmouth, tomando agora como destino seguinte Glastonbury, que alguns classificam como a ilha perdida de Avalon, e em cuja Abadia os monges ali residentes no século XII asseguraram ter encontrado os restos mortais do mítico Rei Artur e da sua amada Guinevere. Mesmo hoje, há quem afirme que foram pessoas reais, que existiram mesmo, o que não deixa de chamar mais a atenção para a história maravilhosa do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. O «túmulo do Rei Artur» está devidamente assinalado e eu, na impossibilidade de o abraçar, resolvi pôr o meu braço na placa identificadora. Real ou fictícia, a personagem do Rei Artur merece o meu abraço:





