A GALIZA COMO TAREFA – a sombra – Ernesto V. Souza

Não é a corrupção. O poder é corrupto e o sucesso eleva-se sobre os níveis tolerados socialmente de corrupção necessária. A gente pergunta primeiro ante qualquer obstáculo “a quem conhece aí” e não que tem de fazer.

Não é o recorte de direitos sociais e económicos. A desigualdade de recursos, oportunidades, de possibilidades educativas, sanitárias e justiça é o esquema publicisticamente incutido que mede com o carro grande de marca e a casa absurda o sucesso social nos filmes e novelas da TV.

Não é a lei mordaça nem a aplicação do régimem F.I.E.S. A gente, podemos escutar na rua, no comboio, nos cafés, nas lojas quer ordem e acha bom a muita – é pouca em sendo excesiva – polícia e os juizes não agem com contundência.

A imprensa, rádio, os mass média ajudam muito, ecoa nas conversas nas tabernas e nos portais em confiança, a desconfiança o medo à esquerda. Seja a Itália, a França, Portugal, a malta não gosta mais de votar os partidos de sempre, mas daí a votar para que ganhem “os comunistas”…corrruption

E por enquanto a situação na esquerda é de fragmentação castreja, não se permite (diria o grande Luís Seoane) quitar a cabeça por riba do muro, para ver o que há ou conversar. Em fazendo a pedrada do exterior ou a patada no cu do interior são a resposta mais rápida e contundente. “Os outros” são o pior. Especialmente com essa obsessão de não querer ser “dos nossos” ou de não deixar fazer como e com “os nossos”.

Chovem as críticas, “tudo está mal” e a gente que governa concelhos e deputações – quitando os dous ou três amigos de cada amigo com que falamos (sim, não coincidem) – é gentinha “não preparada”.

As eleições ao Parlamento galego, por fim sabemos, serão 25 de setembro e a sombra é o único que fica claro, por negra e por tamanha.

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