
Ninguém nega que Fidel Castro foi uma das figuras mais em evidência na segunda metade do século XX, ao nível mundial. Tendo chegado à liderança do seu país na sequência de um processo revolucionário com grande impacto, foi alvo de grandes acusações posteriormente, sobretudo de que se teria tornado um ditador. Essas acusações vão desde se ter mantido no poder sem eleições directamente até a impor restrições no campo da informação e a perseguir oponentes políticos. Mas também é geralmente sabido que as acções de Fidel Castro e dos seus companheiros de luta foram desde o início olhados com grande desconfiança pelos governos das potências dominantes, pelos grandes sistemas financeiros, e que mesmo a URSS por vezes o olhou com desconfiança.
Será de citar o que vem no Granma hoje (ver primeiro link abaixo), usando o método de citar o que de bom disse um inimigo sobre Fidel Castro. Henry Kissinger (sem dúvida uma das personalidades mais hostis ao regime cubano) ter-se-á referido a ele nas suas memórias como o revolucionário mais genuíno no poder na altura. Isto escrevendo sobre a intervenção cubana em Angola, que foi decisiva deste país na guerra contra a África do Sul do apartheid e seus aliados. Mas a melhor resposta aos detractores é a dada pelos índices de desenvolvimento social e humano alcançados pelo país, apesar do bloqueio económico da superpotência e da hostilidade orquestrada pelos que temem que um regime socialista, ainda por cima localizado numa ilha tão perto dos Estados Unidos, venha a mostrar que consegue resultados superiores aos dos seus países. O que Cuba está a provar que é perfeitamente possível.
Fidel Castro com certeza que cometeu muitos erros. Como todos nós afinal. Ele merece bem que hoje lhe demos os parabéns e que digamos que está na história por mérito.
http://en.granma.cu/cuba/2016-08-12/a-global-revolutionary
