Vou tentar neste quinto artigo, explicar por que razão entendo que a designação de lusitanos é errada como gentílico pátrio dos cidadãos do Estado português. Erro que me parece grave por figurar, sob forma reduzida e alatinada de expressões compostas, tais como Tratado luso-britânico de Windsor, literatura luso-brasileira, etc,ou seja, a designação total ou abreviada da nossa condição «lusa», figura em documentos oficiais, nomeadamente em convénios internacionais.
Vamos então hoje seguir as pisadas da administração romana na Península a que os fenícios terão chamado Costa dos Coelhos – a que não devemos atribuir significados políticos.pois o Costa não segue os passos dos coelhos. Luso, na mitologia romana, era, salvo erro, sobrinho de Baco, o deus que na Grécia se chamava Dionísio; Baco, deus depravado e inventor do vinho, que deu nome a festas promiscuas e mal afamadas – as bacanais, espécie de celebrações carnavalescas que os irmãos brasileiros (e não só) acham bacanas, como o Carnaval do Rio. Logo aí, tivemos azar e fica explicada a nossa natureza melancólica expressa na dolência do fado – os romanos podiam ter criado a Bacânia em vez de escolher nome provindo do pacato sobrinho que, ainda por cima, tem nome de água mineral.

