
Informa-nos o site (há quem prefira a designação “sítio”) Dinheiro Vivo que a União Europeia, nos seus 28 países (com certeza que o Reino Unido ainda lá vem incluído) soma 7 % da população mundial (509 milhões de habitantes), mas que produz 23,8 % do total da riqueza gerada no mundo, mais do que os 22, 2 % produzidos pelos Estados Unidos. De referir que a UE não inclui nem a Noruega nem a Suíça, dois países de pequena população, mas de riqueza considerável. Também não inclui a Rússia, nem a Ucrânia. Vislumbra-se assim a motivação dos líderes norte-americanos em avançar com o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership), em condições que sabem que contribuiriam para o reforço na disputa pela supremacia com os restantes blocos mundiais.
Nos Estados Unidos localizam-se a maioria das grandes empresas mundiais, e mesmo as restantes olham para a superpotência como o principal santuário onde se podem acolher em épocas de grande turbulência. Apesar da conflitualidade que parece em crescendo no país, que se reflecte no êxito relativo que parece estar a ter a candidatura de Donald Trump, pela direita, e no apoio expressivo a Bernie Sanders pela esquerda, o seu enorme aparelho militar e securitária garante aos líderes do poder económico e financeiro. Na Europa, melhor dito, na União Europeia, a Alemanha parece sentir-se capaz de desenvolver um projecto hegemónico próprio, em linhas ideológicas que em pouco ou nada diferem das do projecto norte-americano, mas projecto esse que obviamente poderá levar a choques, a partir de determinada altura. Entretanto, neste panorama, a UE, e sobretudo os países de economia mais frágil vão ressentir-se cada vez mais. Joseph Stiglitz, num artigo publicado a 22 de Agosto em Project Syndicate, Reform or Divorce in Europe, enumera uma série de modificações que julga indispensáveis fazer no funcionamento do euro. E diz que se os líderes europeus não podem ou não tomam as decisões difíceis, os votantes europeus tomá-las-ão por eles, e pode ser que o resultado não os satisfaça (clicar no último link abaixo).
https://www.dinheirovivo.pt/economia/ue-no-mundo-7-da-populacao-238-da-riqueza/
