EDITORIAL – O IMPASSE ESPANHOL

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O reino espanhol está num impasse. O partido mais votado nas últimas eleições (nas duas últimas eleições, seja frisado), o PP, não consegue formar governo. Por diversas razões os restantes partidos sentem grandes dificuldades em encontrar pontes de entendimento com ele. Mesmo com Ciudadanos, força política com que em princípio tem afinidades ideológicas, houve dificuldades consideráveis para se chegar a um entendimento. Neste momento há quem levante a hipótese de se recorrer a novas eleições legislativas, que seriam as terceiras, para tentar desbloquear o impasse.

Essas terceiras eleições seriam como que uma pressão sobre os eleitores para alterarem o seu voto, o que será inadmissível. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, não terá querido comprometer-se com os partidos independentistas da Catalunha e do País Basco para formar governo, embora esse acordo lhe permitisse ter a maioria no parlamento. A questão das autonomias das várias nações que estão sob a coroa dos Bourbon será assim um elemento chave para ultrapassar, ou não, o impasse que se vive.

Num regime parlamentar os poderes são delegados pelo povo nos seus representantes. Não havendo uma maioria absoluta, estes terão de negociar entre si cedências sobre as questões que dividem as várias forças políticas. No reino espanhol continua a haver questões tabu.  E não apenas o independentismo. Recorde-se o caso Bárcenas (ver link abaixo).

http://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/barcenas_ameaca_primeiro_ministro_espanhol?

 

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