
Quando se fala do TTIP (The Transantlantic Trade Investment Partnership), normalmente é feita a comparação com outros tratados que, à primeira vista, serão da mesma natureza na medida em que incidem também sobre o comércio, os investimentos, licenças industriais, e outras questões económicas. Por vezes chamam a atenção o abrangerem domínios de outra natureza como será o caso com normas ambientais, obrigatoriedade do cumprimento de normas jurídicas dos vários países que irão aderir, patentes, propriedade intelectual, etc. Fala-se do CETA, entre a União Europeia e o Canadá, e no TTPA (Trans Pacific Partnership Agreement), que inclui Singapura, Vietnam, Brunei, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Malásia, Chile, México, Peru, Canadá e Estados Unidos – mas não a China, a Indonésia, a Coreia do Sul e outros países que, na sua maioria, se julgam pouco dispostos a desistir das protecções aduaneiras, moeda própria, e de outras barreiras protectoras.
As reticências recentemente levantadas por vários dirigentes europeus demonstram haver pouca confiança nos eventuais benefícios de um desarmamento (o termo não será excessivo) bastante claro nos domínios da saúde pública, ambiente, legislação do trabalho, condições de trabalho e outros. Pois tudo indica que é principalmente nesses capítulos que se pretende fazer incidir o TTIP. A ocorrer a sua entrada em vigor, a Europa (e não só a UE) ficarão numa dependência ainda mais acentuada dos Estados Unidos. A NATO tem amarrado o chamado velho continente às estratégias políticas e militares de Washington. O TTIP fará o mesmo nos campos económico, ambiental e laboral. E não serão os diktats de Berlim ou a burocracia de Bruxelas que o impedirão.
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