
Continua o afluxo dos refugiados à Europa, apesar de todos os problemas que deste lado se atravessa. A explicação todos a conhecem: as condições de vida nos países de origem vão de mal a pior, entre guerras infindáveis, por motivos que as populações não controlam, ditaduras brutais, quase sempre teleguiadas por interesses estranhos, mudanças climáticas e catástrofes naturais.
Quando chegam à Europa, depois do drama da travessia do Mediterrâneo, muitas vezes não são bem acolhidos e ficam mesmo entregues à sua sorte. Basta ver o que se passa na Grécia (ver primeiro link), em Itália, ou nos campos junto a Calais, estes rebaptizados como “a selva de Calais”, e tendo mesmo direito a uma ficha na Wikipedia como podem ver abaixo (terceiro link). Os países onde chegam em primeiro lugar são deixados entregues à sua sorte, por entre encontros, conferências e imposições, e incluindo vergonhas como o acordo incrível celebrado entre a União Europeia e a Turquia em Março passado (ver no quarto link abaixo o editorial de A Viagem dos Argonautas de 1 de Setembro último) tendo de fazer face à situação enquanto que os outros (a começar pelos que lhes são contíguos) fecham as fronteiras e se recusam a participar no apoio aos refugiados. Angela Merkel, ainda há um ano considerada como líder incontestada da Europa, agora tem a sua popularidade a cair a pique, por a considerarem como demasiado tolerante perante a situação, como se viu na recente eleição regional no seu país (clicar no segundo link).
https://en.wikipedia.org/wiki/Calais_Jungle
https://aviagemdosargonautas.net/2016/09/01/editorial-um-acordo-ameacado/

A questão dos refugiados dos tempos actuais tem de ser descrita com muito mais cautela. Há os responsáveis pela destruição de estados que sempre tinham uma organização que, mau grado serem um artificio herdado da ocupação colonial por europeus, apesar de tudo não destabilizavam tanto o Médio Oriente como a Europa. A quem mais convém uma Europa debilitada? CLV