EDITORIAL – HOJE, 11 DE SETEMBRO DE 2016

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No dia 11 de Setembro, como aliás nos outros dias do ano, registaram-se muitos acontecimentos, uns mais importantes, outros menos, sobre os quais se podem tecer as mais variadas opiniões. Permitimo-nos dizer que sobre este dia, o facto mais recordado, terá sido o atentado, melhor dito, os vários atentados que ocorreram neste dia em 2001 nos Estados Unidos, causando vários milhares de vítimas e que, segundo a versão oficial, amplamente divulgada na grande comunicação social, terão sido levados a cabo por terroristas seguidores do islamismo. Estes atentados são geralmente designados pelo “11 de Setembro”. A crueldade com que foram preparados e executados e os sofrimentos que causaram são inegáveis, bem como as alterações a que conduziram na vida dos norte-americanos e mundial. Estando a versão oficial amplamente divulgada, permitimo-nos apresentar uma versão alternativa, de Gary G. Kohls , a que podem aceder clicando no primeiro link abaixo, e que agradecemos ao César Príncipe e ao Adão Cruz.

Mas no dia 11 de Setembro, em anos idos, diz-nos a Wikipedia, ocorreram numerosos acontecimentos, desde a morte de Salvador Allende, presidente eleito do Chile, em 1973, durante o bombardeamento do palácio de La Moneda pelas forças de Pinochet, a chegada a Marte da sonda Mars Global Surveyor, em 1997, ou a tomada de Barcelona pelas forças borbónicas, em 1714, durante a guerra da sucessão do reino espanhol, sendo assim este dia considerado como o Dia Nacional da Catalunha.  Também neste dia foi criado o concelho da Amadora, nos arredores de Lisboa, que se desligou do concelho de Oeiras, e é um dos subúrbios mais populosos de Lisboa.

Também foi o dia trágico em que, em Ponta Delgada, se suicidou o filósofo, político, escritor e poeta Antero Quental. Figura ímpar da vida portuguesa, oriundo de uma família conservadora, estudou em Coimbra, foi uma figura maior da Questão Coimbrã, participou nas Conferências do Casino, e despendeu um esforço notável para contribuir para a modernização do país, nomeadamente procurando introduzir aqui as novas ideias formadas lá fora. A sua morte, seja-nos permitida uma opinião, talvez tenha sido motivada pelo sentimento de frustração que o terá dominado após tão grandes esforços desenvolvidos. Propomos-vos a leitura do soneto O Convertido, dedicado ao também poeta Gonçalves Crespo (1846 – 1883):

 

O Convertido

A Gonçalves Crespo

Entre os filhos d um século maldito
Tomei também lugar na ímpia mesa,
Onde, sob o folgar, geme a tristeza
Duma ânsia impotente de infinito.

Como os outros, cuspi no altar avito
Um rir feito de fel e de impureza …
Mas , um dia, abalou-se-me a firmeza,
Deu-me rebate o coração contrito!

Erma, cheia de tédio e de quebranto,
Rompendo os diques ao represo pranto,
Virou-se para deus minha alma triste!

Amortalhei na fé o pensamento,
E achei a paz na inércia e esquecimento…
Só me falta saber se Deus existe!

 

http://resistir.info/11set/kohls_07set16.html#asterisco

https://pt.wikipedia.org/wiki/11_de_setembro

 

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