A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo, no dia 27 de Outubro de 1892 e morreu no Rio de Janeiro em 20 de Março de 1953. Dedicamos-lhe este editorial – espaço mais vocacionado para a análise política e histórica, porque a força da palavra de Graciliano, escrita num português forte, directo, num certo período da sua vida deu voz aos milhões de falantes que no imenso Brasil, no pequeno Portugal e no país irmão chamado Galiza, em Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, em Timor, exprimiam na língua comum o asco às ditaduras que os oprimiam. O melhor, lo mais violento e justo do que disse, disse-o escrevendo nesses anos tenebrosos em que Getúlio Vargas e Salazar, rodeados de nojenta corte de servidores, oprimia, matava, torturava.