SINAIS DE FOGO – O CRIADO ALEMÃO – por Soares Novais

sinais de fogo

 

Schäuble só gosta dele. Dele e dos patrões a quem serve. Como aquele que lhe doou 100 mil euros. O auto denominado “tesoureiro da Europa” começou por negar tal ninharia, mas depois lá acabou por admitir que a aceitou. Para o seu partido. Obviamente.

Foi em 1999 e o patrão amigalhaço do ministro de frau Merkel foi Karlheinz Schreiber. Um reconhecido lobista e negociante de armas que, já depois de ter pago a Schäuble, protagonizou outro caso polémico: o da Airbus, no Canadá. Schreiber acabou condenado por evasão fiscal e foi extraditado para a Alemanha, em Agosto de 2009.

Tal comportamento não coíbe Schäuble de ser lesto a meter-se na vida dos outros. Sobretudo, na vida dos portugueses. Como se viu há dias. E a dizer, sem corar, que não está preocupado com o que se passa com o “seu” Deutsche Bank (DB). Um banco em implosão. Vitimado pela “falsidade, ganância e compadrio.”

É a revista alemã “Der Spiegel” quem o diz. Di-lo ao longo de 12 páginas. Num artigo onde é feita a autópsia de um cadáver que já lesou mais de 10 milhões de pessoas e que se prepara para mandar para o olho da rua muitos dos seus mais de 100 mil trabalhadores em 70 países.

Tal catástrofe não preocupa Schäuble. As suas meninges não se gastam com tais detalhes. Elas, as meninges de Schäuble,  apenas  servem a ordem  criminosa que domina as nações e os seus povos.

Uma ordem criminosa que, segundo a organização não governamental britânica Oxfam, dita que “o 1% mais rico do mundo detenha tanta riqueza quanto o resto dos habitantes do planeta.” E que “os 62 mais ricos tenham tanto dinheiro e bens quanto metade da população global.” (Bill Gates , Microssoft, com 79,2 biliões, Carlos Slim, Telecom do México, com 77, 1 biliões, Warren Buffett,  Berkshire Hathaway, com 72,7 biliões, Amancio Ortega, da Zara, com 64,5 biliões,  e Larry Ellisson, Oracle, com 54,3 biliões, são os cinco primeiros dos “62”.)

Ele, o criado alemão, tal qual outros criados estrategicamente colocados, está ao serviço deste restritíssimo bando. Por isso é que Schäuble, mais do que não gostar dos portugueses e dos gregos e de todos os outros povos do mundo, odeia aqueles que teimam em lutar contra este verdadeiro império do mal…

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