
Os tremores de terra, como as erupções vulcânicas, as grandes tempestades e outros fenómenos da natureza, têm sido desde sempre uma grande preocupação para todos nós, habitantes de um planeta que circula à volta de uma estrela, a que chamamos Sol. No passado, as causas desses fenómenos eram frequentemente atribuídas à cólera divina, na medida em que os titulares dos poderes celestiais estariam irados com o nosso comportamento. Modernamente, essas “explicações” têm sido postas em causa, e substituídas por outras, como por exemplo as derivas das placas tectónicas, no caso dos tremores de terra, ou o aumento da temperatura atmosférica, no que respeita aos furacões, tempestades, etc., ou aos incêndios florestais.
Em Itália têm ocorrido ultimamente fortes tremores de terra, que causaram numerosas vítimas e grandes destruições. São provocados pelos choques entre as placas tectónicas africana e euroasiática, e de subplacas a estas ligadas. No estágio actual da ciência e da civilização humana, o que se pode fazer é, nas zonas identificadas como de maior risco, assegurar que as habitações e outros edifícios tenham a solidez o maior que possível para resistir aos abalos. Já foi mesmo confirmado que, nas localidades em que as construções têm sido feitas segundo as normas destinadas a assegurar a resistência dos edifícios, o número de vítimas é praticamente nulo e os estragos globalmente são muito inferiores aos verificados onde aquelas normas não foram seguidas. Nestas últimas zonas, em Itália e não só, por exemplo, em Portugal também, o que é cada vez mais urgente é aplicar aquelas normas sobre a resistência dos edifícios e de todas as infra-estruturas que nos são indispensáveis no nosso dia a dia, em vez de confiarmos na misericórdia dos deuses (sem ofensa para as crenças de cada um) ou no que diz o padre Giovanni Cavalcoli, que já terá sido desautorizado pela própria igreja católica.
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