
As reacções de Donald Trump à morte de Fidel Castro (clicar no primeiro link abaixo) são dignas de interesse. São as reacções típicas de alguém que sabe de onde vêm as ameaças para o mundo que ambiciona que aspira. Contem os ingredientes clássicos da propaganda imperialista: “ditador brutal”, “opressão do povo durante quase seis décadas”, etc.. Entretanto muitos comentadores acompanham esta vaga. João Pereira Coutinho, colunista do Correio da Manhã e da Folha de S. Paulo, não hesita em dizer que a morte de Fidel mostrou a cobardia do jornalismo (segundo link abaixo). Depreende-se do que escreve que não tinha Fidel em grande conta. Nem o jornalismo. Antes pelo contrário. Outro colunista, Luciano Amaral, depois de opinar que Cuba “… regressou aos tempos de Batista, em pior: a sua economia miserável foi salva por enclaves turísticos ‘dolarizados’ e uma verdadeira indústria internacional da prostituição, também fonte de dólares. Por cima, a ditadura comunista.” (terceiro link abaixo), diz-nos que está condenada à dependência dos Estados Unidos.
Claro que os ilustres colunistas têm (todo) o direito à sua opinião, embora se possa duvidar que eles achem o mesmo sobre quem tem opiniões discordantes das suas. Entretanto não será de pôr parte as informações de que o regime cubano, com todas as suas limitações, tem conseguido que o seu país esteja relativamente bem classificado na escala de desenvolvimento humano estabelecida pelo PNUD – Programa das Nações Unidas. Ou que a esperança de vida à nascença no país atinja os 79 anos, quase o mesmo que nos Estados Unidos, ou em Portugal.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/estudo-sobre-o-desenvolvimento-humano-em-cuba
http://pt.granma.cu/cuba/2016-01-05/cuba-seu-alto-indice-de-desenvolvimento-humano
