

Todos estes últimos dias acordo com a mesma angústia, a mesma incredibilidade e agonia. É assim, desde aquela madrugada horrível, desde aquela eleição americana, desde aquele horror que fez, que vai fazer (ainda) pior ao pior da humanidade. Que vai exacerbar fascismos, nacionalismos, racismos, xenofobias, sacanagem – como nunca antes se verificou. De futuros governantes e actuais potenciais eleitores.
Não sei, não compreendo como é possível, como se consegue perder tempo a escarafunchar e a divulgar artigos de opinião abstrusos, de irritação serôdia aos clintons, aos obamas, ao próprio Sanders e ignorar a impensável realidade, pretender, por abstrusas e obscuras razões, desevidenciar a coisa mais sinistra que nos caiu em cima desde a Segunda Guerra Mundial – de nós, desta humanidade vária, difusa e dispersa.
Deve haver uma qualquer e patológica razão, algum modo doentio de tapar o sol com a peneira, da parte daqueles entusiastas de algum insalubre surrealismo – detesto ditados e provérbios, mas este é capaz de ter alguma razão de ser.
