EDITORIAL – Acabar de vez com a cultura?

logo editorialCom o encerramento, hoje anunciado, do Teatro da Cornucópia, companhia que funcionava no Teatro do Bairro Alto, extingue-se um pólo cultural de grande valor – uma escola de actores e, sobretudo uma escola de espectadores, pois ali por muitas vezes se saía da órbita do teatro convencional e se entrava em mundos diferentes – aprendendo-se que paradigmas que julgamos inamovíveis, têm alternativas.

Parece-nos que esta companhia foi vítima de si mesma, da sua ânsia de diferença. Falando para os jornalistas, Luís Miguel Cintra, sintetizou assim  a situação: a Cornucópia vai fechar porque não há dinheiro para continuarmos a ser a Cornucópia… A companhia foi fundada por  Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra.  “O Misantropo”, de Molière, foi o espectáculo de estreia, em 13 de Outubro de 1973 no antigo cinema Rex, depois, Teatro Laura Alves, na Rua da Palma, em Lisboa. Em 1975  mudou-se para o Teatro do Bairro Alto (antigo Centro de Amadores de Ballet), na Rua Tenente Raúl Cascais, no lisboeta Bairro Alto.

Oxalá o Ministro da Cultura não permita que o trabalho de quatro décadas se perca.

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