EDITORIAL – «Hino à alegria»- a qual?

 logo editorial[i]Beethoven nasceu em Bona num frio dia de Dezembro de 1770. Foi baptizado no dia 17 e viria a morrer em Viena em 26 de Março de 1827 – uma vida curta, 57 anos apenas. Não se pode dizer que era alemão, pois a Alemanha só se constituiria em 1871. Era uma cidadezinha da Renânia Setentrional – Vestefália. Felizmente, o grande compositor não era prussiano, senão corríamos o risco de a 5ª Sinfonia nos soar em passo de ganso.

A Nona Sinfonia  è uma das grandes composições musicais que marcam a transição entre um glorioso Classicismo do século XVIII, dominado pelo grande Mozart,  e o imperante Romantismo do século XIX.

Desta obra-prima de Beethoven, inspirada pela Ode à Alegria, de Schiller – marcando de forma gloriosa o período de transição entre a música do Iluminismo e a que acompanhava o nascimento do referido Romantismo, a Ode ou «Hino à Alegria» – desta obra-prima, dizíamos, considerada uma das mais belas peças musicais da música europeia de todos os tempos, se extraiu o hino da União Europeia,

 “O resumo de sua obra é a liberdade”, disse Paul Bekker, um reputado crítico musical contemporâneo do génio. Pena é que o mesmo não se possa dizer de uma União que se resume a um espírito de ganância que a música de Beethoven, luminosa e límpida comate e implicitamente condena.

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1 Comment

  1. Folgo em ver que a “Viagem” está a dar “dentadas” nesse civil da malandragem que dá pela designação de “união europeia” mas que é, tão-somente, o IVº Reich . Fico muito satisfeito por recordarem que Beethoven nunca foi alemão – isso é coisa que não há – mas sim renano. CLV

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