FELIZ NATAL por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Feliz Natal! Passe o Natal com a sua família e coma bacalhau da Noruega!

Ronaldo pediu às crianças da Síria para não perderem a esperança e entregou um donativo generoso a uma ONG, “save the children”

Esta época de Natal move-se entre boas intenções e realidades trágicas.

Os nossos meninos vão cantar e ouvir música de Natal, os meninos refugiados estão a ouvir o choro de cada um.

Esta época tornou-se num gigante mercado de coisas decorativas, coisas de que não se precisa, tornou-se num pântano de cinismo “Aquilo não, tem que ser uma prenda mais cara.”

Esta época também se tornou numa época em que se mostra, cada vez mais, as diferenças sociais, económicas e de exclusão.

É a altura das refeições solidárias, do Natal dos Hospitais, da entrega de brinquedos aos meninos “pobres”.

Num dia as sociedades querem mostrar o que nos outros 365 dias não vê ou não quer ver.

“O mundo está convosco” disse Ronaldo.

A que mundo se referiria ele? Um mundo em que as pessoas valem mais do que os actos de violência extrema? De um mundo que sabe fazer crescer as suas crianças na Paz e para a Paz? De um mundo que permite a morte de crianças e de adultos como um facto natural quando se está em guerra.

Guerra, palavra tão agressiva e violenta para a Humanidade.

Pessoas sem abrigo, sem comida, sem roupa não são postais só desta época.

Natal deveria também ser uma época de pensarmos nos outros, de pensarmos nas diferenças e nas semelhanças sabendo que as diferenças unem mais do que as semelhanças se soubermos ouvir, ver sem preconceitos os que são diferentes, saber que eu sou de certeza um deles.

Mas estamos tão ocupados a escolher as prendas para os superiores, para os colegas no trabalho, do jantar de Natal…..que os meninos sírios ficam esquecidos…os nossos meninos excluídos continuam excluídos.

Alguém disse que a Europa deveria falar a uma só voz na defesa da vida digna dos meninos sofredores dos ataques militares.

“Hoje sinto que é natal (na Avenida da Liberdade) damos o que já não precisamos e podemos levar outras roupas melhores, assim sim, dá gosto ser solidário, mas deveria ser mais vezes e não só agora” disse uma mulher despenteada e desdentada, mas feliz.

Quero ter esperança de mundo melhor durante os próximos 365 dias.

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