EDITORIAL – UMA CASA PORTUGUESA

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Clicando no link abaixo têm acesso a uma notícia do Público sobre o caminho de vida de três jovens portuguesas. A sua história não é vulgar, contudo está longe de ser  excepcional. É de louvar todo o trabalho que tem sido feito pelas instituições envolvidas, pelos técnicos que intervêm na inicitaiva e pelas próprias jovens.  Esse trabalho não é inédito, mas não perde importância por isso.

O que é mais grave é a conjuntura que tornou necessária esta intervenção. Dirão que situações como esta, ou parecidas, afectando não só os jovens mas também outras camadas etárias, ocorrem nas sociedades mais equilibradas e desenvolvidas. É verdade. Contudo em Portugal, tendo em conta a sua população total, a grande quebra na taxa de natalidade nas últimas décadas, a evolução havida  em muitos aspectos, o número de jovens que necessitam de iniciativas  é claramente surpreendente.

A desagregação das famílias, a desigualdade social que persiste, a eterna crise económica, o constante recurso à emigração maciça em tempos mais difíceis, são facetas da vida de uma sociedade que não evoluiu suficientemente devido a causas muito faladas, mas que nunca tiveram os antídotos necessários, pelo menos na escala necessária. Estas jovens, e outros jovens referidos na reportagem, são algumas das vítimas deste estado de coisas. Não estamos a empolar a situação; apenas tentamos dizer o projecto referido no Público, cujo sucesso muito desejamos, seria evitável numa sociedade mais equilibrada e com mais oportunidades. `

O crescimento económico é indispensável, mas só por si não chega. O apoio público às crianças e jovens, desde o nascimento, a igualdade de oportunidades são factores imprescindíveis para a prevenção das situações de pobreza extrema, que tanto pesam na vida de muita gente.

https://www.publico.pt/2017/01/02/local/noticia/a-independencia-partilhada-a-tres-numa-casa-em-matosinhos-1756658

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