ANO LECTIVO 2015/16 por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

A PSP registou 4.102 crimes nas escolas portuguesas.

277 pessoas tiveram de ser assistidas no hospital vítimas de agressões dentro e nas imediações das escolas .

Mais de 700 registos, de agressões, ou micro violências — ameaças, injúrias e agressões físicas — foram notificadas nas escolas da área de vigilância do Programa da Escola Segura.

Rómulo, rapaz de 15 anos, em novembro de 2016, foi vítima de uma brutal agressão por parte de um grupo de jovens, em Almada.

Tem havido mais denúncias de actos de violência no interior do recinto escolar, mas isto não significa, porém, que haja mais episódios de violência.

Este aumento de denúncias em relação, principalmente, ao bullying será resultado de acções de sensibilização que se têm feito nas escolas.

 Não se pode virar costas a esta realidade quando a comunicação e redes sociais mostram até à exaustão a vítima no chão a levar socos e pontapés, na cabeça, dos colegas.

Há quem passe, olhe e nada faça. Se calhar os mesmos que criticam as escolas e os alunos por esta violência.

Em vez de fechar a porta há que entrar e perceber o que se passa com os jovens de hoje. Não nasceram mais agressivos ou violentos, mas crescem a ver a violência como um acto que se pratica e que lhes dá os 10 minutos de televisão!

São os jogos nos computadores, são os filmes, são as atrocidades de guerra que todos dias passam na televisão sem se ver projectos ou programas para acabar com a guerra.

Já ninguém acredita em alguém.

Toca, toca a reunir porque as imagens chocaram demasiadamente as pessoas.

Os chefes de Estado, mais uma vez se sentam às mesas das reuniões para conversar e esquecer, no minuto seguinte, tudo o que foi dito, e até, quem sabe, acordado.

Não podemos ser ingénuos ao ponto de acreditar que é só por causa disto que a violência nas sociedades se reproduz mais e mais…

Quem forma a sociedade? Eu e todos os que nela vivem! E então como justifico estes actos de barbaridade?

Não resultam só acções de sensibilização contra a violência, é necessário verificar e transformar o modo como todos estamos a crescer e a defender uma vida melhor para todos, como nos diz a Declaração dos Direitos Humanos.

 

 

 

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