
Parece que nos Estados Unidos ainda não foi digerida a vitória de Donald Trump. Se por um lado é natural que quem não aprecia o novo presidente o diga abertamente, como será o caso da actriz Meryl Streep, que apoiou Hillary Clinton e censurou Trump pelas suas referências ao jornalista Serge Kovaleski que sofre de uma doença congénita (arthrogryposis) (clicar no primeiro link abaixo). Entretanto não estará na mesma situação Barack Obama, de saída da presidência, ao declarar pensar que poderia ter batido o multimilionário, se tivesse podido candidatar-se uma terceira vez (segundo e terceiro links).
Não terá sido agradável para a sua correligionária Hillary Clinton ouvir estas palavras. E é com certeza apropriado perguntar porque Obama não apoiou Bernie Sanders, que as sondagens davam como melhor colocado para derrotar Trump, e cujo programa prometia avançar em direcções por que o presidente cessante também pretendeu em certas alturas enveredar. As cedências de Obama ao establishment são conhecidas, e apesar das reformas que tentou implantar no campo da saúde, e da abertura a Cuba, que não conseguiu que chegasse ao levantamento do bloqueio económico, não conseguiu fazer com que os americanos acreditassem que realmente pretendia reduzir as enormes diferenças sociais que os afectam. Essa descrença é sem dúvida a principal razão porque a demagogia de Trump teve tanto êxito.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=649739
http://observador.pt/2016/12/26/obama-acha-que-teria-ganho-se-tivesse-podido-concorrer/
