EDITORIAL –  BREXIT. A HERANÇA DE TONY BLAIR. O RESPEITO PELO VOTO POPULAR.

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Ontem, 1 de Fevereiro, o parlamento britânico (House of Commons) aprovou os resultados do referendo que, em Junho do ano passado, decidiu a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Entre 632 MP (members of parliament) que votaram (a House of Commons tem 650 lugares) 114 votaram contra. Destes 50 pertencem ao partido nacional escocês (que conta com 54 deputados ao todo) e 47 ao partido trabalhista (conta com 229 deputados). De notar que a grande comunicação social chama a atenção sobretudo para a divisão no partido trabalhista, e não para a quase unanimidade no partido nacional escocês.

Da nossa parte, julgamos dever fazer o reparo de que há quem fale em ser necessário um novo referendo sobre a permanência da Escócia no Reino Unido. Entretanto a divisão no partido trabalhista (Labour Party) será de atribuir, é verdade, a divisões internas, mas estas, mais do que numa eventual fraqueza da direcção de Jeremy Corbyn, terão origem no desvio para a direita que vem ocorrendo desde que Tony Blair chegou à direcção do partido. Alguns dos representantes no parlamento do partido trabalhista têm encabeçado a resistência à nova direcção. Daí a divisão na votação ontem realizada.

Entretanto, parece que a maioria dos membros do parlamento resolveram respeitar o voto popular. Bom ou mau, este foi o voto dos principais interessados, que deverão ser sempre os principais decisores. Mesmo em assuntos tão controversos como foi o brexit. E apesar das sentenças de indivíduos como Donald  Trump.

Propomos que cliquem nos links abaixo:

https://www.theguardian.com/politics/2017/feb/02/john-mcdonnell-labour-fight-theresa-may-reckless-brexit-article-50-vote

http://www.lemonde.fr/referendum-sur-le-brexit/article/2017/02/01/royaume-uni-les-deputes-approuvent-la-premiere-etape-du-projet-de-loi-sur-le-brexit_5073063_4872498.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Brexit

1 Comment

  1. O texto para merecer uma aprovação nunca devia ter incluídos os dois últimos períodos. São duas observações introduzidas sem que, no texto, nada permita justifica-lo.CLV

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