

Estou fascinado.
O Trump não pára (*) de nos surpreender. A sua última e derradeira nomeação política (parece que foi hoje, vejam lá, estejam atentos, vejam as tvs, vão às nets, façam a vossa obrigação) é a de um raparigo simpático, de alguns setenta e quê anos – sei lá para que lugar, de momento, mas importante (íssimo) é, com certeza, secretário de estado de qualquer importante e honrada coisa – raparigo esse que no seu racista passado político achava que “Ku Klux Klan is ok”.
Is ok.
Não é maravilhoso? Simplesmente maravilhoso? Não é um bom parecer? Uma excelente expectativa?
E não é tão querido que chefes políticos de variegados países – europeus, asiáticos e etcs. (uns eleitos, outros para o ser, outros assim-assim, outros nem por isso) – digam todos que querem colaborar com o Donald Duck (perdão,com o Donald Trump) numa relação boa e fraterna, jocosa e ponderada, querida e afável?
E não é tão querido que aquela nossa Esquerda oficiosa e do costume, que tanto mal disse do Obama e da Clinton (e com razão e com razão, sim senhor) fique talvez feliz com os tão engraçados e travessos comportamentos deste enfant terrible?
E não é tão querido que a reaccionarice portuguesa, a nossa Querida Direita, se sinta um bocadinho incomodada e se procure distanciar (ah, ah!) o mais possível – rangeis, cristas, coelhos, migueis tavares, etc. – das bases das políticas do simpático american boy, que afinal são as deles (saúde, trabalho, educação, etc.) estas ainda que mais softs, mesmo que mais brandas, ainda que mais sinuosas e mefistofélicas?
É tudo óptimo. De uma confiante bem aventurança na política, nos políticos, nas instituições e nas democracias.
E (já agora e também) nos respectivos pagodes dos respectivos países que ainda têm eleições – baratas tontas, eleitorado esse, que são a dor de cabeça dos inteligentes e seguros analistas políticos e dos felizes e também esclarecidos militantes políticos da ortodoxa Esquerda contemporânea.
Que terão mais tarde de se regozijar com o eleitorado (se ele não elegeu a Le Pen, o Fillon, a Merkl e o resto) e fartar-se de escrever, felizes, sobre o assunto.
Ou então (coitados) explicar porkéke afinal foram eleger aqueles citados filhos de puta. É que eles explicam sempre tudo, ao contrário de mim, que me limito a constatar.
A primeira parte já está – o Trump já lá canta, por vontade popular.
Só faltam alguns mais, agora daqui da bela e sinuosa Europa.
Russos e chineses não contam, eles não usam a democracia, a liberdade de imprensa, os direitos dos cidadão, nenhuma dessas obsoletas coisas. Estão apenas calma e orientalmente expectantes.
Carlos
