
No Reino Unido, conforme já salientámos num editorial anterior, a discussão à volta das implicações da saída da União Europeia está a ser preterida por notícias sobre eventuais divisões no partido trabalhista (ver primeiro link abaixo), pelas quais se procura responsabilizar Jeremy Corbyn, pouco estimado pela grande comunicação social, que o acha demasiado à esquerda. Também a questão da independência da Escócia é pouco falada, apesar de quase todos os seus representantes na câmara dos comuns terem votado contra a aplicação do artigo 50º do tratado de Lisboa e a lei do brexit (brexit bill) aprovada quarta-feira passada. Fala-se com insistência, a vários níveis, num novo referendo, devendo-se ter presente que o brexit não passou na Escócia.
Entretanto promete haver forte discussão sobre a situação dos estrangeiros no Reino Unido, com destaque para os oriundos de outros países europeus. Recorda-se que, embora o censo britânico de 2011 informe que naquele ano o número de portugueses residentes seriam de cerca de 90 mil, estimativas mais recentes apontam para cerca de 500 mil. Este segundo número é com certeza menos rigoroso, mas deve-se ter presente o que se passou durante os anos em que Merkel e Schäuble, com a troika e Passos/Portas a reboque, “austerizaram” o nosso país, e obrigaram tantos dos nossos concidadãos a emigrar.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
https://www.theguardian.com/politics/2017/feb/09/real-fight-starts-now-jeremy-corbyn-brexit-tweet
https://www.theguardian.com/politics/2017/feb/09/mps-voted-against-brexit-bill-full-list
http://bellacaledonia.org.uk/2017/02/08/scotland-ireland-and-brexit/
http://www.diasporalusa.pt/portugueses-residentes-no-reino-unido/
