Hoje quero homenagear Tzvetan Todorov, ensaísta historiador, filólogo, crítico literário, sociólogo e filósofo e, acima de tudo, grande humanista búlgaro-francês que compreendeu, como poucos, o nosso tempo e nossas vicissitudes.
Todorov, que se considerava um “deslocado”, recebeu em 2008 o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais por representar “o espíritiro da unidade da Europa, do Leste e do Oeste, e o compromisso com os ideais de liberdade, igualdade, integração e justiça”.
Nosso poeta Antonio Cícero, que teve o privilégio de conhecê-lo e de acompanhá-lo tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, declarou no Caderno Prosa do último sábado: Era uma delícia conversar com Todorov, pois ele foi um dos intelecuais mais abertos a novas ideias e menos dogmáticos que conheci. Penso que isso talvez se devesse ao fato de que ele tinha intimamente conhecido o totalitarismo e sido vítima do dogmatismo. Foi certamente por isso que ele combateu, cada vez mais, aqueles que considerava os “inimigos íntimos” da democracia, como o populismo, o ultraliberalismo e o messianismo.
Infelizmente, o mundo perdeu Tzvetan Todorov no último dia 7 de fevereiro. Entre seus livros, um dos que mais aprecio é Mémoire du mal Tentation du bien – Enquête sur le siècle. E ele fala largamente sobre os temas que ali abordou numa entrevista concedida ao programa Café Filosófico, da nossa valorosa TV Cultura, de São Paulo, que considero uma preciosidade.
E acredito que minha melhor homenagem ao sábio e sereníssimo Tzvetan Todorov é a de partilhar, com os leitores da Viagem dos Argonautas, este inestimável depoimento do corajoso pensador. Vamos ouvi-lo:
E, naturalmente, agradeço ao Youtube pela oportunidade de divulgá-lo.