
Jeroen Dijsselbloem acha que os povos do sul da europa gastam o dinheiro em copos e mulheres. Qualquer pessoa minimamente civilizada, que acredite que não andamos por aqui para dar cabo uns dos outros, e tenha acompanhado minimamente as actuações do senhor Dijsselbloem, percebeu que se trata de alguém, de poucos princípios e fracas maneiras, preocupado sobretudo com a sua carreira política. A quem quiser compreender um pouco melhor a sua trajectória propomos que leia o artigo “O problema com Dijsselbloem”, do historiador holandês Pepijn Brandon, publicado no Jacobin, e traduzido e publicado no Esquerda.net a 1 de março de 2015 (clicar no último link abaixo).
Dijsselbloem tem-se colado a Angela Merkel e Wolfgang Schäuble desde sempre. A sua actuação com a Grécia deixou isso bem claro. As alarvidades que agora proferiu vêm apenas para reforçar as ameaças insinuadas há dias pelo insigne ministro das finanças alemão, e parece que estão a ter eco no BCE. É claro que estas altas entidades, assim que vêm um país mais pobre alargar um pouco o cinto, querem imediatamente que a folga existente vá para os seus cofres (para os seus bancos), e não para melhorar a situação dos povos afectados por tanta austeridade e tanta usura. As suas limitações pessoais levaram-no a cometer excessos de linguagem. Se calhar, até lhe devíamos agradecer, porque ajudou a pôr (mais) a nu o logro que é a UE, e o perigo que corremos enquanto ela durar. Ao fim e ao cabo é mais um sinal de uma forte ofensiva que devem estar a preparar, após o ciclo eleitoral que decorre por toda a Europa. Mas talvez os disparos(ates) de Dijsselbloem tenham um resultado diferente do pretendido.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
http://www.esquerda.net/artigo/o-problema-com-dijsselbloem/36028

Assim se patenteia a força da união europeia !!!! CLV