EDITORIAL . O terrorismo de Estado em todo o seu esplendor

Imagem2Donald Trump não será um estúpido, como é voz corrente – mas é um ser boçal e que reflecte de maneira exemplar aquilo que de mais asqueroso existe na maneira como boa parte, senão mesmo a maioria, dos norte-americanos  encara o mundo exterior às suas fronteiras – arrabaldes em que não só podem, como devem intervir e impor a ordem, ou seja, impor os padrões que o Congresso, o Pentágono, a CIA, entendem como tal. Durante umas décadas, esse coração que pulsa em Washington tinha de levar em linha de conta o que Moscovo (onde latia outro coração sinistro) pensava sobre os assuntos e temia as reacções que esse poderoso adversário (às vezes, cúmplice) pensava sobre os assuntos – um telefone vermelho entre o gangue de Washington e a pandilha de Moscovo, permitia que as arbitrariedades cometidas por um ou por outro fossem apoiadas ou, no mínimo. toleradas pelo parceiro. A implosão do regime soviético, deixou os falcões e a cáfila de assassinos norte-americanos com mãos-livres para exercer a sua autoridade em qualquer parte do mundo.

Naturalmente que a ser verdade o crime de que acusam o governo  de Damasco, se o presidente Bashar al-Assad, ordenou o genocídio que a comunicação social denuncia, é um criminoso e, como tal, ele e o seu séquito devem ser julgados por um tribunal internacional credível.

Porém, não podemos esquecer o exemplo do Iraque, onde para punir o ditador Hassan Hussein, que mandou executar umas dezenas de adversários religiosos e políticos e se dizia ter um arsenal de armas de destruição maciça (que nunca foi encontrado), se fez justiça desencadeando ums guerra que deixou o país em ruínas e provocou centenas de milhares de mortes,

Estranho  é o sentido de justiça e de ordem democrática que enforma a actuação policial dos Estados Unidos – para não irmos mais longe, lembramos que ditadores como Salazar e Franco exerceram durante décadas políticas criminosas contra os seus cidadãos, mataram, torturaram, criaram tarrafais, e isso nunca preocupou Washington e os seus mordomos europeus.

Bashar al.Assad é um político descartável – o presidente Trump, espelho do que os Estados Unidos têm de pior, com a imbecilidade que caracteriza a filosofia que está por detrás da ideia de que a grande nação americana tem o direito natural de policiar o planeta, não hesitará em «libertar  a Síria», mesmo que  isso custe um milhão de vidas,

ao

 

 

 

 

 

 

 

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