A GRANDE APOSTA DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS FRANCESAS: O GOVERNO GLOBAL CONTRA AS PESSOAS – por DIANA JOHNSTONE – tradução de A ESTÁTUA DE SAL

Obrigado a Diana Johnstone, Global Research e A Estátua de Sal, que gentilmente autorizou a reprodução do texto em A Viagem dos Argonautas.

Selecção de Júlio Marques Mota 

 

 

 

Diana Johnstone, Big Stakes in the French Presidential Election: Global Governance Versus the People

Global Research, 2 de Abril de 2017

Este texto revela quem é Macron e é o retrato lamentável de como está a esquerda socialista francesa. Venderam a alma à grande finança. Agora vendem o que resta do corpo e de passagem o que resta da França. Quando se põem de joelhos a rezar avé-Marias a este sinistro personagem para que seja ele a derrotar Marine Le Pen, está tudo dito. É só encomendar o caixão e uma cova bem funda para o Partido Socialista Francês.

Estátua de Sal, 21/04/2017

 

As eleições presidenciais francesas de 2017 não são uma brincadeira. Elas estão a erigir-se como um confronto altamente significativo entre duas conceções profundamente opostas da vida política. Por um lado, a governança, que significa a gestão conjunta da sociedade por uma elite cooptada, com base no modelo das corporações empresariais. Por outro lado, o sistema tradicional chamado “democracia”, ou seja, a escolha pelo povo de líderes, através de eleições livres e justas.

Historicamente, os acontecimentos políticos em França tendem a marcar épocas e a clarificar dicotomias, a começar pela distinção em declínio entre a “esquerda” e “direita”. Estas eleições podem ter também essas características.

O que é a “governança”?

É cada vez mais claro que a elite do poder transatlântico há muito decidiu que a democracia representativa tradicional não é a forma de governo apropriada para um mundo globalizado baseado na livre circulação de capitais. Em vez disso, o modelo preferido é a  “governança”, uma palavra retirada do mundo dos negócios, que se refere à gestão bem-sucedida de grandes corporações, unidas num único propósito e visando a máxima eficiência. Essa origem é evidente em aspetos da governança política: uma unanimidade obrigatória sobre “valores”, imposta pelos meios de comunicação corporativos; O uso de comités especializados para fornecer sugestões sobre questões delicadas, o papel desempenhado pela “sociedade civil”; o uso da psicologia e das comunicações para moldar a opinião pública; o isolamento das vozes críticas que questionam o sistema e levantam problemas; a cooptação das lideranças.

Estas características descrevem cada vez mais a vida política no Ocidente. Nos Estados Unidos, a transição da democracia para a governança foi gerida pelo sistema bipartidário, limitando a escolha dos eleitores a dois candidatos, selecionados e controlados pelos principais interesses corporativos do país, com base no seu compromisso de prosseguir a agenda da governança. Tudo isto estava a correr sobre esferas até que Hillary Clinton, a candidata indiscutível de toda a elite, ter sido derrotada de forma chocante por um intruso inesperado, Donald Trump. A reação negativa, sem precedentes, em todo o Ocidente mostra quão pouco a elite da governança global está pronta para ceder poder a um estranho. A situação nos Estados Unidos permanece incerta, mas a revolta refletiu o ressentimento popular crescente, embora mal definido, contra os governadores globalizadores, especialmente devido à desigualdade económica e ao declínio dos padrões de vida de grande parte da população.

Hillary Clinton optou por usar a palavra “governança” para descrever os seus objetivos, em parceria com a Goldman Sachs e outros representantes da “sociedade civil”. Mas nem mesmo ela era um produto puro do sistema de globalização como o é, nas eleições francesas, o candidato Emmanuel Macron. (Imagem à direita)

 

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A grande aposta das eleições presidenciais francesas: O Governo Global contra as pessoas

1 Comment

  1. Emmanuel Macron, um óvni político vindo do Banco Rothschild e dos meios elitistas da esquerda (?) ‘socialista’. É defensor da globalização, no que é apoiado por François Hollande e por Wolfgang Schauble, o ministro alemão das Finanças. Para ele, não existe nem esquerda nem direita. Talvez uma terceira via? Onde é que eu já vi isto? E com que resultados?

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