AMANHÃ, CONTINUAMOS A APRESENTAÇÃO DAS ÓPERAS DO PERÍODO ROMÂNTICO COM «LA BOHÈME». DE GIACOMO PUCCINI

Uma história singela, um libreto de Giuseppe Giacosa, inspirada num romance de Henry Murger- «Scènes de la vie de bohème» a de La bohème de Giacomo Puccini (1858-1924) constrói um dos mais belos monumentos musicais do século XIX, dentro da linha verista que o Romantismo apresentou na sua transição para o Realismo. Decorrendo em Paris, cerca de 1830, o esplendor dos salões é substituído pela pobreza de uma água-furtada no Bairro Latino de Paris– um poeta e um pintor, pobres e desconhecidos, apaixonam-se por uma vizinha, condenada pela tuberculose que na primeira metade do século XIX vitimava sobretudo os pobres, mal alimentados e vivendo em habitações insalubres.  Para além do conteúdo musical que a música de Puccini nos proporciona, a ópera ajuda a compreender o drama das classes desfavorecidas e o consequente advento da Comuna e de todo o trajecto que, em sucessivas mutações, pois o capitalismo vivia os tempos do seu maior despudor, chega aos dias de hoje, continuando a viver da exploração, mas dando aos explorados a ilusão de que o não são. Amanhã, às 9 horas, começamos a apresentar esta bela obra de Puccini- em quatro actos. Estreada no Teatro Regio de Turim, em 1 de Fevereiro de 1896. A estreia no Teatro de São Carlos em Lisboa, ocorreu nesse mesmo ano. Ouçamos Luciano Pavarotti, n o papel de Rodolfo – Che gélida manina:

 

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