A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Há uns anos atrás, a revista francesa «LÉxpress» levou a cabo entre os seus leitores um inquérito com uma única pergunta: «Considera a França uma grande, média ou pequena potência?» Venceu por ampla margem a primeira – a maioria dos franceses considera o seu país uma grande potência. Não pondo em causa a influência de grandes humanistas franceses na evolução do pensamento mundial, não esquecendo o esplendor da literatura francesa e das artes em geral, situando a questão apenas no plano da força efectiva, da influência nos grandes problemas internacionais, a França tem assumido após a Segunda Guerra Mundial, tal como a Grã-Bretanha um papel de meros seguidores das decisões tomadas em Washington. Eu diria que os Estados Unidos, a Rússia, a China e, num registo mais moderado, a Alemanha, merecerão esse estatuto. Falando só da Idade Contemporânea, a França como grande potência terminou o seu mandato em Waterloo. Quando um corso baixote foi derrotado, Desde então, França tem acumulado derrotas – com a Prússia e com a Alemanha, para não falar da Indochina e da Argélia… Por isto, diria que a vitória anunciada de um Macron, o banqueiro democrata nos interessará tanto como aos franceses interessou a de António Costa.