FRATERNIZAR – Emmanuel Macron – O JESUITISMO NO PODER! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Está explicado o mistério do sucesso de Emmanuel Macron e sua mulher, 24 anos mais velha. Foi no Colégio La Providence, em Amiens, que Emmanuel Macron, quando jovem, foi formado na excelência, segundo os princípios inacianos ou jesuíticos e onde conheceu a sua futura esposa com quem ainda hoje se mantém casado, ambos com a mesma fome de triunfo e de poder. O espírito ou sopro vencedor que o anima e que acaba de fazer dele o presidente absoluto de França, mais do Estado francês do que das cidadãs, dos cidadãos de França, vem daí, dos jesuítas, filhos de Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, não de Jesus, o camponês-artesão de Nazaré, o filho de Maria, mas de Jesuscristo ou Jesusmessias de s. pedro-e-de-s. paulo, o filho primogénito de David e da sua casa real, o mesmo que, no início do século IV, com Constantino, conquistou de mão-beijada o império romano e, desde então, nunca mais foi desalojado do trono do poder monárquico absoluto. Porque sempre fez, continua a fazer o que tem de ser feito, sem olhar a meios, para jamais ter rivais, apenas vassalos atentos e reverentes que, ao mais pequeno sinal de rebeldia ou de dissidência, ou aceitam desistir de semelhante postura, ou são abatidos na hora. De modo cruento ou incruento.

De resto, é sempre assim que fazem todas máfias do mundo, as grandes e as pequenas, ao seu serviço, entre as quais, durante os séculos da Cristandade, estão sobretudo as dioceses territoriais e respectivas paróquias e, neste terceiro milénio, também e sobretudo os grandes e pequenos Estados da Europa, das duas Américas, a do Norte e a do Sul, juntamente com todos os outros Estados que constituem a ONU, hoje, com o cristianíssimo português António Guterres, como seu secretário-geral, eleito quase por unanimidade e aclamação. Ou o actual papa de Roma não fosse, pela primeira vez na história do papado, o super-aclamado por tudo quanto é Poder financeiro e militar nuclear, o cardeal jesuíta argentino, Mário Bergóglio, mascarado de Francisco no nome, dominicano nas vestes com que sempre se apresenta diante dos súbditos dele, e que apesar daquele ar de bondade e de misericórdia, não consegue esconder o Grande Inquisidor da Lenda de Dostoievski, também este de branco vestido, porque dominicano, pois então!

É com uma muito bem conseguida reportagem de Le Monde, a que JF teve acesso, via IHU, que se ficou a saber estes e outros pormenores de monta, que ajudam a conhecer melhor quem é este novo Cristo laico invicto do Estado francês, cujas bases mentais são jesuíticas, por isso, altamente tóxicas, no que respeita à ideologia-teologia com que ele hoje se apresenta formatado. Macron, quando adolescente-jovem, frequentou o Colégio La Providence, de prédios imponentes, erguidos em 1950 ao longo do bulevar Saint-Quentin, no Bairro Henriville, o mais tranquilo e o mais destacado de Amiens. É uma história tão romanesca, que a imprensa do mundo inteiro – americana, inglesa, sueca, holandesa, chinesa, japonesa, suíça, a que se junta também o JF – fez questão de recolher as memórias de quem conheceu Emmanuel Macron, este ex-aluno que se tornou o mais jovem presidente da República francesa.

Durante a campanha eleitoral, as câmaras dos repórteres puderam registar apenas as grades azuis fechadas do estabelecimento privado. Depois das eleições e com ele presidente de França, as portas abrem-se de par em par aos curiosos e, sobretudo, aos que procuram o porquê de tanto sucesso no poder político e em tão pouco tempo. Amáveis, alguns dos ex-professores de Macron, falam com entusiasmo sobre o aluno prodígio. O padre Philippe Robert, por exemplo, professor de Física e Química, diz como em êxtase, “Primeiramente, no dia do seu ‘bac blanc’ [prática para o exame de bacharelado] de francês, quatro professores ficámos, por puro prazer, no fundo da sala de aula para ouvi-lo dissertar sobre os salões literários do século XVIII. Ele foi deslumbrante” (Paris Match).

Também o seu professor de História, Arnaud de Bretagne, não menos deslumbrado, sublinha, “Emmanuel era um batalhador, alguém muito maduro para a sua idade, que gostava do contacto com os adultos e que fazia muitas perguntas. Alguém entusiasmante” (Le Parisien). Por sua vez, Marc Defernand, professor de História e Geografia, testemunha sem qualquer pudor,“Eu imaginava-o como um grande actor de teatro clássico. Certo dia, disse-lhe: ‘Se você continuar nesse caminho, será o Gérard Philipe do século XXI’. Cada século teve um personagem extraordinário; Macron, talvez, seja o do século XXI” (TF1).

Está traçado o perfil do grande vencedor, obra também e sobretudo dos jesuítas, aqueles homens de negro vestidos, como corvos, formados/ formatados para obedecerem por toda a vida como cadáveres. A quem ou a quê? A nenhum ser humano, filho de mulher, porque aos seres humanos não obedecemos, simplesmente amamo-nos uns aos outros como a nós próprios e, se quisermos ir ainda mais longe na radicalidade-gratuidade do amor, amamo-lnos uns aos outros como Jesus nos ama a todos. A obediência jesuítica como um cadáver vai inteira para o Poder de um só, neste ano da eleição de Macron, precisamente o papa Francisco, ele próprio jesuíta que deixou de andar de preto vestido, para passar a andar de branco vestido, sem dúvida, a Treva mais ilustrada e que mais cega os olhos das populações e dos povos, como fazem todos os holofotes, quando apontados aos nossos olhos.

O mundo que se cuide. Porque com Macron, jesuíta de formação-formatação, à frente do poderoso e cristianíssimo Estado francês, mais Merkel e Trump, este com todas as suas atoardas, mas também com todo o arsenal nuclear de que dispõe, o maior e o mais sofisticado do mundo, até os Estados muçulmanos,, a Rússia de Putin, o Japão e a Índia acabam, mais cedo do que tarde, cristãos também, por isso, súbditos do papa de Roma. Sem cujo aval, nos dois milénios anteriores, nenhum dos grandes impérios sobreviveu. Ou o papado não fosse como é o pai de todos os outros poderes, seus vassalos. Basta, para tanto, que os chefes ainda não cristãos dos Estados do mundo caiam no engodo de entreabrirem uma frincha nas suas mentes, para deixar entrar um jesuíta, de preferência, laico, Macron, por exemplo. E, para mal dos povos, é o que está já a acontecer. A coberto da Cimeira do Clima, em Paris, antes de Macron e agora já com Macron. Quem puder fugir das grandes cidades para a Montanha e para junto das fontes de água cristalina, que fuja!

www.jornalfraternizar.pt

 

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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