SÃO ADOLESCENTES por Luísa Lobão Moniz

A criança que era considerada como um ser acabado, mas mais pequeno do que os adultos, acaba por ser reconhecida como um ser com identidade própria construída pela vinculação à mãe, ou a quem gosta dela, e pelo meio que a rodeia, independentemente do seu grau de desenvolvimento e das suas características que a tornam num ser único. No entanto, todas as crianças crescem a percorrer um caminho com fases idênticas durante este processo.

Vivemos agora uma época em que a psicologia e a neurologia se interessa pelos adolescentes. Quem são eles, afinal?

Adultos em miniaturas que deixaram para trás a infância?

És igual ao teu pai! A quem saíste?

O adolescente cresce na invisibilidade do seu ser, já não é o único, mas o parecido com alguém. De preferência, as semelhanças ou as dúvidas surgem quando faz algo reprovável…

Fazem-no sentir-se diferente. Parece que o seu corpo não cabe em nenhum lugar, sente-se desajeitado.

Não se sentem “queridos” e respeitados pela família, nem pelos adultos que os rodeiam.

Têm necessidade de se afirmarem como seres únicos e, por isso, muitas vezes escolhem comportamentos de risco para dizerem “olhem para mim”. O seu cérebro, ainda em formação, leva-os para comportamentos que sabem que só eles podem decidir escolher.

Estudos feitos sobre este período de vida levam-nos a um novo olhar sobre a adolescência. A adolescência não põe um ponto final no crescimento de um indivíduo. O adolescente precisa de se sentir incluído e orientado.

As coisas podem-se complicar porque sentem uma atracção pelo risco que não se importam de correr, nesta fase há adolescentes que com o risco que desafiam podem chegar à morte.

Querem sair da infância e chegar à fase adulta, querem ser admirados  pelos amigos enquanto se vão afastando dos pais.

A substância que actua na zona do prazer, no cérebro ainda em formação, não é suficiente para obterem o prazer que desejam. Precisam de experiências mais intensas para produzirem mais dopamina.         

Esta transformação, por si só, é a principal responsável pela maioria dos comportamentos típicos do adolescente, como a busca de novidades, os excessos, os comportamentos de risco, música muito alta…

Não, não são provocadores, são adolescentes.

 

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