CARTA DO RIO – 158 por Rachel Gutiérrez

               … Obama finalizou seu discurso como iniciou a campanha:

“Yes we can,
Yes we did,
Thank you.”

 

Lembro sempre com emoção a noite de 4 de novembro de 2008, quando assistimos, minha irmã e eu, pela televisão, a vitória de Barack Obama eleito Presidente dos Estados Unidos da América do Norte.  Estávamos em Avignon, na Provence francesa, mas aquele acontecimento extraordinário pareceu iluminar o planeta inteiro.

E agora, neste ano de 2017, já sentimos saudade de Obama, de seu espírito democrático, de seu compromisso com a verdade, de sua honradez e de seu caráter impecável.

Ao se despedir, comoveu mais uma vez o mundo. Vale a pena ouvi-lo, no final de seu discurso:

 Meus compatriotas americanos, foi a honra da minha vida servir-vos. Eu não vou parar; Na verdade, eu estarei ali com você, como um cidadão, para todos os meus dias que permanecem. Por agora, se você é jovem ou jovem de coração, eu tenho uma última pergunta a você como seu presidente – a mesma coisa que eu perguntei quando você me deu uma chance há oito anos.

Estou pedindo para você acreditar. Não na minha capacidade de provocar a mudança – mas na sua.

Neste ano de 2017, depois de seus dois mandatos em que tanto lutou para modernizar seu país, eis que o 44º Presidente do país mais poderoso do mundo foi substituído por uma figura histriônica pouco respeitável e, ao que tudo indica, pouco confiável.

Deixemos, porém os americanos para lá. Interessa-nos aqui o slogan Yes, We Can, que já inspirou um partido espanhol – o Podemos – que participou das eleições europeias de 2014, quatro meses depois da sua formação e obteve cinco cadeiras (de um total de 54), com 7,98% dos votos, sendo a quarta candidatura mais votada na  Espanha. Em menos de uma semana tornou-se o partido político mais seguido nas redes sociais, superando os partidos tradicionais, notadamente PP (de direita) e o PSOE (de centro-esquerda), surpreendendo o establishment político espanhol.

E eis que aparentemente, como diria Vinicius de Moraes, “não mais que de repente” :

Com anúncio da pré-candidatura do senador Álvaro Dias (PR) ao Palácio do Planalto em 2018, o Podemos foi lançado neste sábado (1º de junho) em Brasília.

 Último a falar no evento, o senador foi anunciado como um candidato “sensato” que vai unir o país. “Vamos arrancar o Brasil das mãos sujas de corrupção dos que nos assaltaram nos últimos anos”, disse o senador, ex-tucano, que na última semana trocou o PV pelo Podemos.

“Sem reformas e sem mudanças mergulharemos nas águas sujas do fracasso”,acrescentou.

Se na França Emmanuel Macron pôde chegar à Presidência da República graças ao vertiginoso movimento En Marche, se já temos o exemplo paulista da vitória do prefeito-“gestor” João Dória, por que não haveríamos de acreditar num Podemos brasileiro?

A velha polarização PT/PSDB mostra-se desgastada e desacreditada; os velhos partidos não apresentam novos quadros nem novos programas; a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, não tem conseguido se impor; e  os antigos “caciques” perderam totalmente a credibilidade.

Acredito que vale a pena conhecermos a proposta do Partido Podemos:

Portanto, limito-me a recomendar que o acompanhemos em seu lançamento oficial.

 

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