CONTOS & CRÓNICAS – CARLOS REIS – OS ARTIGOS IMPUBLICÁVEIS – ASSALTO ÀS MÃOS ARMADAS

 

É preocupante.

Refiro-me a este importante e recente evento, que tem pelo menos o mérito (diga-se de passagem) e a virtude de obviar e distrair as pessoas (o bom povo, no caso) dos incêndios e do fiasco futebolístico internacional (deste, melhor nem falar) ao tratar de um roubo de material bélico em Santa Margarida – tal como granadas de mão (ofensivas e defensivas) munições de 6 milímetros e alvarás de distribuição gratuita de como armar e preparar bombas de Carnaval e foguetório de Santos Populares – tudo isto algo que está na ordem do dia e merece amplas, televisivas e afadigadas considerações de militares connaisseurs tais como majores, tenentes-coronéis, brigadeiros, coronéis, generais no passivo e em centros de dia, marechais post-mortem e por aí fora, brincadeiras sem fim de honestos e sossegados soldadinhos de chumbo.,

Aqui para nós, granadas de mão ofensivas devem ser aquelas mais mal intencionadas, que faltam ao respeito e à idoneidade dos alvejados, assim como as granadas de mão defensivas já terão a ver com algum respeito e direito a declaração de voto dos visados, segundo creio. Quanto às munições de 6 milímetros, parece-me um exagero a importância que lhes pretendem dar – 6 milímetros nem chega sequer a um centímetro, por amor de Deus! – tratando-se, com certeza, de algum exagero metafórico, daqueles que os meios de comunicação gostam sempre de exacerbar.

Sim, porque o povo (que é quem mais ordena, como todos sabeis) está-se nas tintas para todas estas meticulosidades destinadas a distraí-lo do essencial – e interroga-se.

Então e quantas fisgas foram roubadas, afinal? E lanças? E fundas? E catapultas todo-o-terreno? E machados, picaretas e pás, daquelas de matar entes queridos por causa do poço, da figueira ou da vala que separa a propriedade?

Nada disto, nada destas essenciais questões, é ventilado, explicado, sequer aflorado. O povo (que é quem mais ordena, como todos sabeis) permance indecentemente no desconhecimento das reais realidades.

Assim e sem informação válida é que não vamos a lado nenhum. Propomos, desde já, uma manifestação à saída da Brasileira, com destino ao Largo de Camões, um percurso apenas interrompido na esquina desse mesmo Largo, para umas bifanas e uns tintos a condizer.

Viva, portanto, Portugal!

Carlos

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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