
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Comemorou-se há poucos dias o centenário do nascimento do escritor Manuel Ferreira (nasceu em Gândara dos Olivais – Leiria, em 17 de Julho de 1917), grande estudioso e pioneiro, em Portugal, dos estudos sobre as “literaturas africanas de expressão e de raiz linguística portuguesa”, às quais dedicou trabalhos fundamentais como Aventura Crioula, já em 1967 (prémio dos Encontros da Imprensa Cultural), ou No Reino de Caliban (3 vols. 1975-1985). Antes desta obra, conhecíamos mais ou menos os poetas Agostinho Neto ou António Jacinto (Angola), José Craveirinha e Noémia de Sousa (Moçambique), Alda do Espírito Santo (S. Tomé e Príncipe), Ovídio Martins e Daniel Filipe (Cabo Verde) e pouco mais. Mas justamente em 1975 Manuel Ferreira surpreendeu-nos com o 1º volume (Cabo Verde e Guiné-Bissau) de uma recolha aprofundada da poesia que se produziu nas ex-colónias portuguesas, com a indicação das origens e dos movimentos culturais na base de tal poesia, o que pressupõe um trabalho iniciado muitos anos atrás.