Aí vem a Ophelia que quer varrer tudo de uma vez só… está a aumentar de velocidade e o mar, não querendo ficar atrás, começa a agitar-se… e as trovoadas afinam a garganta para os seus assustadores cânticos..
Alerta Graciosa!
Alerta Açores!
Todas as ilhas estão de aviso amarelo e laranja “pelo que pode vir aí”.
A palavra “furacão” tem origem entre os maias. De acordo com a mitologia maia, Huracan era o deus responsável pelas tempestades.
Este furacão tem como nome Ophelia.
Os furacões, habitualmente, têm o nome do ciclone que lhes deu origem e eram quase sempre nomes de santos. No entanto, a partir de um certa altura, os furacões começaram a ter um nome feminino. Só em 1975 é que nomes masculinos começaram a entrar na lista dos nomes atribuíveis aos furacões.
As tempestades naturais nunca ninguém as venceu.
As tempestades sociais, políticas, partidárias vão deixando aparecer uma certa maneira de estar, de poder.
A Operação Marquês fez despoletar uma série de investigações que revelaram uma rede de gente corrupta. Muitas vezes o povo diz que os políticos são “todos uns ladrões”, o povo lá sabe…
Dizem que andaram a circular por vários bancos, off-shores, empresas 32 milhões de euros. Dizem, mas ainda não provaram nada.
Como foi possível este circular de dinheiro sem que ninguém desse por isso. Onde estava a fiscalização da entrega do IRS destes personagens.
Toda a gente é inocente até prova em contrário.
Este furacão tem nome masculino, a pessoa deste nome foi amada e odiada.
Para mim foi um balde de água gelada.
32 milhões de euros davam para melhorar a vida de tantas pessoas…
Se tudo isto for verdade é preciso pensar e repensar como a sociedade se deve organizar. Não somos todos corruptos.
Apontar a dedo “aquele é corrupto”, sem provas é eticamente condenável.
As tempestades naturais deixam, para todos verem, as destruições que causaram.
O que vai ser aprendido, por todos nós, até às decisões finais?
Que não seja a apropriação de conhecimento para fazer o mesmo.