
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Raras vezes um escritor terá estado tão perto das suas raízes como nesta conversa que travámos com Manuel da Fonseca. Homem modesto, duma modéstia que não é falsa, sente-se nele toda a franqueza do alentejano que, segundo o autor de Seara de Vento, é vertical porque é da planície, pisa um chão sem acidentes. É em tudo isto que vamos pensando enquanto se desenrola o nosso diálogo. E como o nosso interesse incidia exclusivamente sobre a sua obra poética (e possíveis relações com alguns textos poéticos de García Lorca), é dela naturalmente que vamos falar.