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Na voz de Adriano Correia de Oliveira, escutámos um poema de Manuel da Fonseca – «Tejo que levas as águas» («Poemas para Adriano». 1972), com música do próprio Adriano.
Manuel da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém em 1911 e faleceu em Lisboa em 1993. Fez parte do grupo do «Novo Cancioneiro». Na sua valiosa obra destacam-se-se «Rosa dos Ventos», uma colectânea de poemas, (1940), o livro de contos «Aldeia Nova»(1942), «Fogo e as Cinzas» (1953) e os romances «Cerromaior», «Seara de Vento» (1958), «Poemas Dispersos» (1958). É considerado uma das figuras cimeiras do movimento neo-realista. No entanto, na sua escrita, particularmente na poesia, existem ressonâncias de um gongorismo que o aproxima de Federico García Lorca e mesmo dos poetas surrealistas.
Era presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores quando esta instituição atribuiu o Grande Prémio da Novelística a Luandino Vieira pelo seu livro «Luuanda», facto que determinou o encerramento, por parte das forças policiais, da SPE (que viria depois a ser refundada sob a designação de Associação Portuguesa de Escritores).
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Dos seus «Poemas Dispersos», escolhemos este:
Solidão
Que venham todos os pobres da Terra
os ofendidos e humilhados
os torturados
os loucos:
meu abraço é cada vez mais largo
envolve-os a todos!
Ó minha vontade, ó meu desejo
— os pobres e os humilhados
todos
se quedaram de espanto!…
(A luz do Sol beija e fecunda
mas os místicos andaram pelos séculos
construindo noites
geladas solidões.)
Este “post” foi elaborado pelo Carlos Loures, que o inseriu no Estrolábio em 10 de Julho de 2010. Reproduzimo-lo hoje, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do Manuel da Fonseca. A seguir apresentamos a letra de “Tejo que levas as águas”.

Obrigado a Folha de Poesia. Clique em:
http://folhadepoesia.blogspot.pt/2013/08/tejo-que-levas-as-aguas-manuel-da.html
E leia o texto e citações anexas, de José Maria de Aguiar Carreiro, a quem cumprimentamos.
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