
“Um perigoso leitor de jornais”
Numa narrativa despojada e simples, Carlos Tomé conta a história sofrida do avô Carlos Ildefonso Tomé e da avó Maria José, ele um modesto carteiro e ela, majestosa e abnegada cuidadora dos nove filhos do casal.
Tudo começa num dia chuvoso de 1937 quando ao entregar uma carta de numa casa de Ponta Delgada, Carlos Ildefonso Tomé é alertado por alguma coisa invulgar na correspondência que entregava.
Uma invulgaridade que lhe espicaça a necessidade de saber daquele mundo onde se prepara a II Guerra, lendo outros jornais, aqueles poucos onde se conta aquilo que a censura salazarista esconde.
Começa assim um percurso que o leva à prisão na fortaleza de S. João Baptista em Angra do Heroísmo, ao estigma e humilhação lançados sobre a esposa e filhos.
Uma história para ser lida e contada, beneficiando da riqueza estética da narrativa em que Carlos Tomé presta homenagem aos seus avós
Carlos Tomé
Carlos Tomé, começou a carreira de jornalista no Correio dos Açores, passando em 1976 para a RTP-Açores, de onde saiu em 2007, depois de ter sido Director de Informação.
Correspondente de alguns diários e semanários no Continente, foi ainda dirigente do S.N.J. e assessor de Carlos César para a comunicação social.
Com prémios e galardões diversos, é Cidadão Honorário de Porto Alegre e também autor de um livro de contos “A noite dos Prodígios” e do romance sobre a guerra colonial “Morreremos amanhã”.
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