A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
O projecto de uma federação de repúblicas ibéricas, colheu adeptos em Portugal, sobretudo entre republicanos (e maçons?). Destacadas personalidades como Antero de Quental, Ana de Castro Osório, Latino Coelho, Sampaio Bruno, Teófilo Braga, entre os portugueses, manifestaram, de uma maneira ou de outra, a sua simpatia por essa união. Do lado castelhano, refere-se quase sempre o mesmo nome – Miguel de Unamuno, o grande escritor e pensador nascido no País Basco, mas indubitavelmente um homem da cultura castelhana, reitor da Universidade de Salamanca no conturbado ano de 1936 em que a Espanha iria mergulhar na maior tragédia da sua história, não escapando Unamuno a essa onda trágica que, varreu Espanha e depois o Mundo. Fala-se agora nos movimentos andaluzes para a independência – não é de pôr de parte a ideia de que alguns deles surjam como maneira de ridicularizar a (inevitável) separação da Catalunha do Estado espanhol. Há uma canção que afirma que España es la novia bonita del cante andaluz. Na verdade o espanholismo castiço mergulha as suas raízes no baile andaluz, na fiesta…O centralismo castelhano é, mais do que «castelhano», centralismo. Dos galegos Franco e Rajoy, centralistas de uma maneira que vem do fascismo mais primário à «democracia» mais formal, poder-se-á dizer tudo menos que são patriotas.
Espero que na continuação o iberismo seja abandonado. Conglomerar Nacionalidades como quem faz pacotes de encomendas parece-me completamente errado. Para ser mais forte? Para ganhar mais guerras? Desmembrar os Estados-Nação e dar vida própria às suas Nacionalidades será um caminho mais acertado. Libertar as Nacionalidades Oprimidas tem muito mais mérito do que querer fabricar potentados económico-militares. Regressar à Primeira Europa de que falou o jurista bretão Yann Fouéré (LÈurope aux Cent Drapeaux) parece-me o caminho mais acertado.CLV