A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Hoje falo de um pormenor, de um jornal que foi um farol e que actualmente é como um sinal de trânsito fora de serviço – não orienta, confunde. Quando surgiu, em 1976, em plena transição do regime franquista para a democracia representativa, o jornal El País assumiu um papel importante nesse processo de transição de uma ditadura para uma democracia. Bons profissionais, secções bem organizadas, nomeadamente a que se ocupava da Cultura, com um saudável relacionamento com as instituições universitárias e uma rede valiosa de correspondentes espalhada pelo mundo. Depressa o El País passou a ser um jornal de referência, uma fonte de informação minimamente credível que nos orientava no complexo labirinto que o Estado vizinho constituía.