FRATERNIZAR – Minorias orgânicas maiêuticas precisam-se – SEM POLÍTICA PRATICADA NÃO HÁ SALVAÇÃO – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Para fazermos pão, não basta termos massa. A massa precisa de fermento misturado com ela, a modos de clandestinidade. Depois de pronta, vê-se a massa. Não se vê o fermento. Mas é o fermento que faz levedar a massa e esta, levedada, vai ao forno e torna-se pão nosso de cada dia. De igual modo, para edificarmos uma sociedade qualitativamente alternativa à presente gerada e alimentada pelo judeo-cristianismo, cujo deus é o Dinheiro-Poder financeiro alojado nas mentes dos agentes de turno dos Estados e dos seus sistemas, as populações, os povos carecem de minorias orgânicas maiêuticas que, como o fermento na massa, vivam discreta e humildemente religadas a elas, a eles, a “puxar” por elas, por eles, de dentro para fora, para que cresçam em sabedoria e reciprocidade afectiva, voz e vez, liberdade e autonomia, consciência crítica e ciência, ao modo dos vasos comunicantes, de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas reais necessidades. Só assim conseguimos sair dos actuais sistemas de Poder – o religioso, o político e o económico-financeiro – e somos progressivamente Política praticada. Sem a qual e fora da qual não há salvação.

Esta é uma via “porta estreita”, invulgarmente simples, por isso, invulgarmente difícil, como tudo o que é simples. São poucas as mulheres, poucos os homens que, em cada geração, se dispõem a fazê-la sua e a praticá-la, vida fora, num estilo de vida reduzido ao essencial, apenas com o indispensável para cada dia. O Poder sabe disso e trabalha dia e noite para atrair a ele todos os nascidos de mulher mais capacitados e com mais oportunidades para se desenvolverem. São múltiplos e cada vez mais refinados e sofisticados os meios que o Poder e seus sistemas dispõem para conseguir este objectivo, junto de cada geração que vem a este mundo. A própria lei do menor esforço, típica do viver das multidões, é por aí que vai. E a generalidade das populações, dos povos, é também por ela que maioritariamente se rege no seu dia a dia. O Poder sabe disso e porque é intrinsecamente perverso, consegue nefastos êxitos, como a nossa actualidade no-lo grita a todo o instante. Quantas, quantos poderiam-deveriam ser minorias orgânicas maiêuticas entre e com as populações, os povos, mas acabam por integrar as minorias privilegiadas ao serviço do Poder e seus sistemas. Sem quaisquer remorsos, apesar de objectivamente serem minorias traidoras às populações, aos povos.

Três mil anos de judaísmo e dois mil anos de judeo-cristianismo-islamismo trouxeram-nos a este tipo de mundo-inferno que hoje vivemos. Para cúmulo, as religiões, igrejas cristãs, mesquitas e grandes media – todos propriedade do Poder e ao seu serviço – servem-nos, minuto a minuto, overdoses de Publicidade e de Banalidades, de modo a reduzir as populações e os povos das nações a meros consumidores, com horários de trabalho forçado, seguido de compulsivas diversões, as mais alienadoras, que lhes matam a fome de Cultura, de Poemas, de Comidas-partilhadas-com-debates. Para que não cheguem nunca a ser populações e povos com Consciência crítica, sujeitos dos seus próprios destinos. Apenas coisas-que-mexem, robots, assalariados, mercenários, assassinos.

A primeira e única vez na História em que populações e povos conhecem um ser humano minoria orgânica maiêutica, é entre meados do ano 28 e abril do ano 30, na Galileia, primeiro, depois em Jerusalém, onde acaba crucificado pelos agentes de turno dos sistemas de Poder, o religioso, o político e o económico-financeiro. O seu nome é Jesus, o filho de Maria. Um nome maldito, por isso impronunciável desde então. O grande desconhecido, até nas escolas-universidades do mundo. A fragilidade humana, nos antípodas do mítico Cristo ou Jesuscristo, o filho de David, o Poder no seu grau máximo. Ele e só ele é o alfa e o ómega das minorias orgânicas maiêuticas, por isso, o Caminho, a Verdade e a Vida que, praticado em cada geração, nos faz dar corpo a uma sociedade totalmente outra. Humana e sororal. Quem hoje se atreve a dar-lhe corpo?!

 

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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