Foi preciso ser entronizado papa de Roma um jesuíta argentino, para os povos do terceiro milénio finalmente perceberem que o Papado e a Cristandade a que ele deu origem são o que há de mais absurdo. Consciente desta realidade, a postura menos obscena que, neste início do terceiro milénio, resta ao papa Francisco é fazer-lhes o funeral. Com toda a pompa fúnebre que é devida. É essa pompa que a canonização de Paulo VI irá ter, já que ninguém de bons princípios seria capaz alguma vez de tão absurda decisão.
O sádico fundador dos jesuítas, Inácio de Loyola, condenou todos os seus seguidores ao voto de obediência, como um cadáver, ao papa de turno. Francisco, jesuíta, sabe-se por isso obrigado a obedecer, como um cadáver, a si próprio, já que é ele o papa de turno. Só que tanta obediência junta dita irremediavelmente o fim do papado e do seu império católico – a Besta, no lúcido dizer do Apocalipse – reiteradamente apresentado ao mundo como o império do Bem, quando é o império do Mal. Ou, em palavras teológicas de JESUS SEGUNDO JOÃO, “o Pecado do Mundo”. Por isso, o pai de todos os males, de todos os pecados, cometidos sob a bênção do deus todo-poderoso, o do Credo de Niceia-Constantinopla e da sua famigerada Cristandade
A anunciada canonização do papa Paulo VI em 2018 é, pois, a pompa mais fúnebre que o seu sucessor jesuíta encontrou para enterrar a Cristandade e o papado que a fundou. Bastará lembrarmo-nos que Paulo VI é o papa da pornográfica Encíclica “Humanae Vitae” que provocou o público repúdio de muitos bispos residenciais e teólogos de Teologia Moral. E deixou estupefacta e envergonhada a comunidade científica que vê – e bem – no consciente uso da pílula uma boa maneira dos casais poderem assumir maternidades e paternidades programadas e responsáveis. Uma realidade hoje não só desejável, mas possível.
Felizmente, o desenvolvimento da Ciência e da Consciência no mundo é imparável. Perante uma e outra, fogem a sete pés o Obscurantismo e os “milagres” de que a Cristandade sempre se orgulhou e com os quais se impôs tiranicamente aos povos tolhidos de Medo. Coisa própria de um deus sádico e cruel, já que, a troco de umas quantas rezas, peregrinações e, sobretudo, chorudas ofertas em ouro ou em dinheiro aos clérigos, é posto a curar uma ou outra doente entre milhões que continuam aí a penar.
São também deste teor rasca os “milagres” atribuídos ao papa Paulo VI, o da anti-pílula. Para ser beatificado, em 2010, atribuem-lhe a cura de um feto, supostamente, doente, ocorrida em 2001 nos EUA . E, agora, para poder ser canonizado, o semanário “La Voce del Popolo” da diocese de Bréscia apressa-se a divulgar a cura “milagrosa” de uma bebé, ainda no ventre da sua mãe, cuja corria o risco de abortar devido a uma patologia!!! A grávida meteu-se – vejam só – a peregrinar a um santuário da terra natal de Paulo VI, e a bebé nasceu sem problemas a 25 de dezembro de 2014.
Só um papa que não suporta o bom e o belo que é para os casais conscientes a vivência da sexualidade, na sua plena dimensão de conjugalidade, livre de gravidezes não programadas, por isso, não-desejadas em determinados períodos das suas vidas, é que pôde decidir contra o uso da pílula, exactamente o contrário da recomendação que lhe foi sugerida pela Comissão de peritos que ele próprio nomeou para esse fim. Ter, em 2018, como prémio, a subida aos altares católicos do mundo pela mão do papa Francisco jesuíta, é o fim da Cristandade e do Papado. Pelo que, a partir de agora só fica a faltar que o próximo papa santo seja o próprio Francisco, o jesuíta argentino que não se atreve a visitar o seu país natal. Porque os argentinos vítimas do ditador Videla têm memória e não lhe perdoam o seu cúmplice silêncio, a troco de certas benesses que recebeu dele!


Padre Mário, nem sei como ainda perde o seu precioso tempo com esta espécie de gente. Não valem nem o sorriso de um gato nem o pum de um cão.
Quanto ao santinho Paulo VI, deixe-me que lhe diga que até me parece bem (risos). Uma vez que os pedófilos já têm um santinho padroeiro – o João Paulo II, que mandou esconder/arquivar tantas denuncias de pedofilia na ICAR, também os senhores do avental têm direito a ter um santinho padroeiro, não lhe parece? Vão ter o Paulo VI.